sábado, 2 de março de 2013

Trio Ternura

Rosa Luxemburgo, Simone De Beauvoir e Emma Goldman dando um rolezinho na praia em 1930
para quem não conhece, essas moças foram baluartes na luta das mulheres por seus ideais.

Rosa Luxemburg doutorou-se numa época em que raríssimas mulheres iam para a universidade. Ela foi uma das poucas mulheres politicamente ativas – o preconceito contra as mulheres que desempenhavam algum papel em público era largamente disseminado nos partidos de esquerda. Era uma exilada. Apesar de sua cidadania alemã, permaneceu estrangeira aos olhos de seus inimigos políticos por ser polonesa e judia. Foi uma revolucionária de esquerda – em sua pátria de origem, a Polônia ocupada pelos russos, isso era um crime punível com a morte, e no país que adotou como seu, a Alemanha, uma razão para perseguição permanente. Foi uma mártir da revolução de novembro na Alemanha. Ela foi assassinada em 15 de novembro de 1919 por assassinos de uniforme – pessoas que pertenciam aos círculos que posteriormente apoiaram abertamente a entrega do poder a Hitler.     
(Fonte:http://www.rls.org.br)
Simone de Beauvoir escritora, ícone do feminismo e filósofa integrante do movimento existencialista, se graduou em filosofia, em 1929, e lançou em 1949, sua obra-prima O Segundo Sexo, que logo se torna um clássico do movimento feminista. Seus livros enfocavam os elementos mais importantes da filosofia existencialista, revelando sua crença no comprometimento do intelectual com o tempo no qual ele vive. Na obra A Convidada, de 1943, ela aborda a degeneração das relações entre um homem e uma mulher, motivada pela convivência com outra mulher, hóspede na residência do casal. Uma de suas publicações mais conhecidas é Os Mandarins, de 1954, na qual a escritora flagra os intelectuais no período pós-guerra, seus esforços para deixarem a alta burguesia letrada e finalmente se engajarem na militância política. A autora revela também uma inquietação diante da velhice e da morte, eternizando esta preocupação em livros como Uma Morte Suave, de 1964, e Old Age, de 1970. Em A Cerimônia do Adeus, de 1981, ela narra o fim da existência de Sartre, com quem ela sempre manteve um relacionamento aberto e controvertido, pois ambos cultivavam relações com outros parceiros, e compartilhavam as experiências adquiridas neste e em outros campos da existência, em função de um pacto estabelecido entre ambos. 
É dela uma das principais frases do movimento feminista: “Não se nasce mulher, torna-se mulher.”   
 (Fonte: http://www.infoescola.com)
Emma Goldman anarquista internacional russa se tornou a maior figura da história do radicalismo e feminismo americano (1890-1917). Cresceu em Kaliningrado, Rússia, onde teve uma limitada educação formal. Foi com seus pais para São Petersburgo (1882) e aos dezesseis anos, influenciada pelo movimento intelectual russo no sentido de ir para o povo, tornou-se operária. Emigrou para os Estados Unidos (1886), onde acompanhou as lutas operárias pelas 8 horas de trabalho, que provocaram o enforcamento dos quatro militantes anarquistas de Chicago em novembro do ano seguinte. Esse fato e a relação com ativistas como Joana Grei, J. Most e Voltarine de Cleyre, levaram-na a aderir ao movimento anarquista. Mudou-se para Nova York onde iniciou sua atividade militante e encontrou seu companheiro, Alexander Berkman. Foi presa pela primeira vez em 1893 e depois dessa muitas outras. Oradora famosa, tornou-se uma das principais agitadoras anarquistas dos EUA, tendo sido a fundadora da importante revista libertária Mother Earth. Com amiga e companheira de Alexander Berkman, lutou durante 14 anos pela sua libertação, o que só veio a ocorrer no início do século seguinte (1906). Com Berkman e mais de duzentos revolucionários, foi deportada para a Rússia (1919) após a I Guerra, de onde saiu desiludida com o autoritarismo comunista e passou a circular pela França, Espanha, Inglaterra e Canadá, fazendo conferências e denunciando a repressão que se iniciava na Rússia. Com o começo da Revolução Espanhola, foi para Barcelona (1936), percorrendo a Espanha em ações de agitação e apoio à causa revolucionária. Lutadora da causa operária e defensora dos direitos da mulher, passou resto de sua vida divulgando sua visão humanista do anarquismo e morreu aos setenta anos, em Toronto, Ontario, Canada, deixando escritos espalhados por inúmeras publicações de todo o mundo, como os livros Living My Life e Anarchism and Other Essays. Foi sepultada em Chicago junto aos militantes operários assassinados no século XIX.
(Fonte:netsaber.com.br)

2 comentários:

  1. Que fantástico este teu post Ariana. Procurando sobre imagens de mulheres e cachimbos , me deparei com esta pérola. Adorei a tua introdução...compartilho deste milkshake...Abç

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    1. Olá Josie, obrigada pelo comentário! Seja bem vinda ao blog, tem muito post feminista por aqui e uma mescla de tudo o mais :) Abç

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