quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sobre o amor livre & Osho


Osho, líder espiritual indiano e filósofo, descreve com belas palavras, o que é o amor e as diversas fases que pode ter:

Existem três camadas no indivíduo humano: sua fisiologia, o corpo; sua psicologia, a mente; e seu ser, seu eu eterno. Amor pode existir em todos os três planos, mas suas qualidades serão diferentes.

No plano da fisiologia, do corpo, é simples sexualidade. Você pode chamar isso de amor, porque a palavra ‘amor’ parece ser poética, bela. Mas noventa e nove por cento das pessoas estão chamando o sexo delas de amor. Sexo é biológico, psicológico. Sua química, seus hormônios – tudo que é material está envolvido nisso.

Você se apaixona por um homem ou por uma mulher. Você pode descrever exatamente porque essa mulher lhe atraiu? Certamente você não pode ver o eu dela, você ainda nem viu seu próprio eu. Você também não pode ver a psicologia dela, porque para ler a mente de alguém não é uma tarefa fácil. Então o que é que você viu nessa mulher?

Alguma coisa na sua fisiologia, na sua química, nos seus hormônios, se sente atraído pelos hormônios, pela fisiologia, pela química da mulher. Isso não é um caso de amor; isso é um caso químico. Pense bem: a mulher por quem você se apaixonou vai ao médico, muda de sexo, deixa a barba e o bigode crescerem. Você ainda fica apaixonado por ela? Nada mudou, somente a química, os hormônios. Para onde foi seu amor?

(....)

O mais profundo amor do coração é somente como uma brisa que chega no seu quarto, traz sua frescura, serenidade, e então se vai. Você não pode segurar o vento em suas mãos. Bem poucas pessoas são tão corajosas para viver de momento a momento, uma vida mutante. Daí, elas decidirem se entregarem a um amor do qual elas possam depender.

Eu não sei que tipo de amor você conhece – muito provavelmente o primeiro tipo, talvez, o segundo tipo. E você teme que se você alcançar seu ser, o que acontecerá ao seu amor? Certamente ele se vai – mas você não será um perdedor. Um novo tipo de amor irá surgir o qual, talvez, só acontece a uma pessoa em milhões. Esse amor só pode ser chamado de amorosidade.

O primeiro amor deve ser chamado de sexo. O segundo amor deve ser chamado de amor. O terceiro deve ser chamado de amorosidade – uma qualidade, não direcionada – não possessiva e que não permite ninguém mais lhe possuir. Essa qualidade amorosa é uma revolução tão radical que mesmo concebê-la é muito difícil.

Jornalistas têm me perguntado: “Por que tem tantas mulheres aqui?”. Obviamente, a questão é relevante, e eles ficam chocados quando lhes respondo. Eles não estavam preparados para a resposta. Eu disse a eles: “Sou um homem”. Eles olharam para mim, incrédulos.

Eu disse: “É natural que muito mais mulheres estejam aqui, pela simples razão de que tudo que elas conheceram na vida delas foi sexo, ou em raros casos, talvez alguns momentos de amor. Mas elas nunca chegaram a conhecer o sabor da amorosidade”. Eu disse para esses jornalistas: “Mesmo os homens que vocês vêem aqui desenvolveram muitas qualidades femininas neles que estavam reprimidas pela sociedade exterior”.

Desde o princípio é dito a um menino: “Você é um menino, não uma menina. Comporte-se como um menino! Lágrimas caem bem numa menina, mas não para você. Seja macho”. Assim todo menino vai eliminando suas qualidades femininas. E tudo que é belo é feminino.Então finalmente o que resta é somente um animal selvagem. Toda a função dele é reproduzir filhos.

A menina não é permitida ter qualquer coisa com qualidades masculinas. Se ela quiser subir numa árvore ela será impedida imediatamente: “Isso é para meninos, não para meninas!” Estranho! Se a menina possui o desejo de subir na árvore, isso é prova suficiente para ela ter permissão.

Todas as sociedades criaram roupas diferentes para os homens e para as mulheres. Isso não está certo; porque todo homem é também uma mulher. Ele veio de duas fontes: o pai e a mãe. Ambos contribuíram para seu ser. E toda mulher é também um homem. Nós destruímos ambos.

A mulher perdeu toda a coragem, aventura, raciocínio, lógica, porque essas são tidas como qualidades masculinas. E o homem perdeu a graça, sensibilidade, delicadeza. Ambos se tornaram metades. Esse é um dos maiores problemas que temos que resolver – pelo menos para nosso povo. 

Meus sannyasins precisam ser ambos: metade homem, metade mulher. Isso os tornará mais ricos. Eles irão ter todas as qualidades que estão disponíveis aos seres humanos, não apenas a metade.

No nível do ser, você simplesmente tem uma fragrância de amorosidade.

Os jornalistas me perguntaram: “Você ama Sheela?”. Eu disse: “É claro. Mas eu amo tantas mulheres que nem mesmo sei o nome delas. E não somente mulheres – amo tantos homens, porque eles também são metade mulher”. Em um milhão de sannyasins ao redor do mundo, eu não posso apontar para uma só pessoa e dizer: “Essa é a pessoa que amo”.

Só posso dizer: “Eu amo”. Quem quer que esteja pronto para receber meu amor… está disponível. Então não tenham receio.

Seu medo está certo: o que você tem como amor irá embora, mas o que virá no lugar é imenso, infinito. Você será capaz de amar sem ficar apegado. Você será capaz de amar muitas pessoas porque amar uma pessoa só é manter a si mesmo pobre. Uma pessoa pode dar uma certa experiência de amor, mas amar muitas pessoas…

Você ficará surpreso que cada pessoa lhe dá um novo sentimento, uma nova canção, um novo êxtase.Consequentemente, sou contra o casamento. Na minha visão, casamentos na comuna devem ser dissolvidos. Pessoas podem viver juntas por toda a vida se quiserem, mas isso não é uma necessidade legal.

Pessoas devem se movimentar, ter tantas experiências de amor quanto possível. Não devem ser possessivos. Possessividade destrói o amor. E eles não devem ser possessivos porque isso novamente destrói ser amor.

Todos os seres humanos são dignos de serem amados. Não há nenhuma necessidade de ficar acorrentado a uma pessoa por toda sua vida. Essa é uma das razões do porquê todas as pessoas ao redor do mundo parecem tão entediadas.

Porque elas não podem sorrir como você? Porque elas não podem dançar como você? Elas estão acorrentadas com correntes invisíveis: casamento, família, marido, esposa, filhos. Elas estão sobrecarregadas com todo tipo de deveres, responsabilidades, sacrifícios. E você quer que eles sorriam e dancem e se alegrem? Você está pedindo o impossível.

"Não há maior ecstasy do que saber quem você é."

Torne o amor das pessoas livre, torne as pessoas não-possessivas. Mas isso só pode acontecer se na sua meditação você descobrir o seu ser. Não é nada para se praticar. Não estou lhes dizendo: “Hoje à noite você procure uma outra mulher apenas para praticar”. Você não irá conseguir coisa alguma e você pode perder sua esposa. E pela manhã você vai parecer tolo.

Isso não é uma questão de praticar, é uma questão de descobrir o seu ser. A qualidade da amorosidade impessoal segue a descoberta de seu ser. Assim você simplesmente ama.

E isso vai se espalhando. Primeiro, nos seres humanos, depois nos animais, pássaros, árvores, montanhas, estrelas. Um dia chega quando todo esse universo é seu amado. Esse é o nosso potencial. E qualquer um que não estiver realizando isso está desperdiçando sua vida.

Sim, você terá que perder algumas coisas, mas são coisas sem valor. Você estará ganhando tanto que você nunca pensará novamente no que você perdeu. Uma pura amorosidade impessoal que possa penetrar no ser de qualquer um – esse é o resultado da meditação, do silêncio, do mergulhar profundo dentro de seu próprio ser. Estou simplesmente tentando lhe persuadir. Não tenha medo de perder o que você tem.



domingo, 29 de junho de 2014

Garota Interrompida - Susanna Kaysen



Garota interrompida narra o período de internação de uma adolescente de 18 anos, chamada Susanna, em uma clínica psiquiátrica. Após uma tentativa de suicídio e de um crescente desgosto pela vida, a menina se interna voluntariamente, onde permanece por 2 anos. A história é verídica e contada a partir do ponto de vista da própria autora, mas ao longo da narrativa foram anexadas fichas e relatórios médicos analisando a evolução da paciente.


A primeira parte do livro trata da experiência de Susanna no hospital, como eram as instalações, as outras pacientes, as enfermeiras, sua rotina, suas crises e os motivos que a levaram a estar ali. A segunda parte, trata da sua vida após o diagnóstico e da alta, sua análise sobre a loucura e o peso que essa sombra do passado causam em seus dias atuais.

Muitos de vocês podem ter visto o filme que tem Angelina Jolie no papel de Lisa e Winona Ryder no papel de Susanna. Pelo pouco que me lembro do filme, acho que é bem diferente do livro.



Comentários

Minha análise sobre a obra é que ela é mediana. Não é um livro difícil de ler e o tema é interessante. Entretanto, é uma narrativa simples, sem grandes surpresas. Eu imaginei que fosse ser muito mais marcante e dramático, mas na verdade a leitura é bem leve. Eu li em 4 dias, parte no celular, parte no pc e foi bem tranquilo. Penso, que por ser tão honesto como retrato da realidade, ele não pôde ser mais. Porque a vida da gente é assim mesmo, quando colocada cruamente em palavras, não soa grande coisa. Ou então a autora não soube trabalhar bem todo o potencial e força da sua história pessoal.

Mas, curiosamente, o livro começa a ficar mais interessante do meio para o final, ou seja, após a saída de Susanna da clínica. É o momento onde a narração cede espaço ao fluxo de pensamento, e em que a autora debate a questão da loucura, da psicanálise, do preconceito. É nessa hora que ela suscita algumas perguntas: o que de fato é a loucura? Tem cura? Eu posso ser tida como louca em algum momento? Até onde vai o poder da ciência para diagnosticar ou curar alguém? Qual a diferença entre cerébro e mente?

Eu terminei o livro bem contente e pensativa. O que me deixou feliz. Aliais, ao contrário do que possa parecer o livro não é triste. Até porque as personagem são bem descontraídas e irônicas. Eu recomendaria a leitura para as férias, ou para uma viagem chata para a casa do tio-avô. Sabe, aqueles momentos em que você tem tempo de sobra e espaço para pensar e disponibilidade para sorrir sem ninguém por perto.

O mais importante é que yeah! Meu readers block está passando. Já estou ingressando em outro livro do Machado de Assis. Depois conto para vocês como foi!



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Eu quero essa camisa!



Cala boca, e toma meu dinheiro!
Onde compra? Não consigo achar! Se souberem ajuda eu!

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Readers Block e a aversão às redes socias


É algo pelo qual jamais imaginei passar: readers block. É quando se fica incapacitado de ler coisa alguma.Você inicia a leitura de um livro e não chega nem na metade. E para uma pessoa como eu, isso é triste, é quase uma tragédia! rs Afinal esse blog existe para celebrar a Literatura! Porque os livros sempre foram parte de quem sou, da minha personalidade. Então porque não consigo mais me conectar com eles? Qual é o problema? Será que apenas não encontrei o livro certo para o momento da minha vida? (Mas santo Deus, eu lia até bula de remédio). Tenho uma leve impressão de que o excesso de internet tem alguma culpa nisso. Sabe como é, muitas horas gastas no facebook, whatsapp, blogs, tumblrs, pinterests e sites variados.

As vantagens de estar conectado todo mundo já conhece. Mas me indago sobre as desvantagens. Porque tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim. Para mim a maior desvantagem do mundo virtual é que ele nos apresenta uma versão curta, abreviada, sucinta e de certa forma preguiçosa das notícias, pessoas, opiniões e sentimentos. E em seguida eu rebato à mim mesma: “Mas Ariana, se é justamente através da internet que passamos a conhecer mais pessoas, lugares, opiniões, etc e tal?! Como você pode negar isso? Você está sendo retrógrada e conservadora.” E eu mesma me respondo: “Calma, Ariana. Não é nada disso. A verdade é que nós somos apresentados a muitas coisas através da internet, então temos a leve sensação de que as estamos experimentando, mas de fato não estamos. O que temos é uma provinha superficial sobre um bilhão de coisas e pessoas, mas não estamos conhecendo profundamente essas coisas e pessoas. Não é de todo mal ter uma “provinha” do mundo, o que faz mal é começar a enxergar o virtual como algo real e vice-versa. Sabe como é: virtualizar a realidade e dar sentido de realidade ao que é virtual.” Fim da digressão.


Não sei se a geração que nasceu teclando conseguirá perceber essa diferença, mas para mim (que fui ter o primeiro computador com 17 anos) é óbvia e ululante: o significado da palavra experiência.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

6 Séries Imperdíveis para assistir online

Eu sou do tipo de pessoa que não vive sem assistir uma boa série. Nada  como chegar em casa depois de um dia estressante e ter sua dose de diversão, não? Lembro que a primeira que acompanhei foi Sex and the City (ainda na época da TV à cabo), eu devia ter uns 13 ou 14 anos. Vamos combinar, nada precoce para a minha idade, né?! Depois, curti muitas outras, mas tenho que admitir que não conseguia acompanhar os episódios direito, nunca sabia em qual temporada estava e quais eram os horários.

Hoje em dia, com esse advento maravilhoso da internet na minha vida, aliada à uma banda de 25M, eu assisto tudo online e é uma belezinha :) Não sou mais escrava dos horários marcados. Até por isso, dificilmente acompanho uma série que ainda esteja na 1ª Temporada - eu odeio esperar! E para falar a verdade nem tenho mais TV à cabo. Então, sem fazer jabá, eu recomendo à vocês o site FilmesOnlineGratis, ele tem muitos filmes e seriados para assistir online. Só uma dica: tenha um antivírus instalado, porque os players sempre vem com algum tipo de propaganda, e algumas delas quando você clica é bam: vírus baixando... Mas nada que o antivírus não consiga neutralizar na hora. As séries em sua maioria tem a opção de dublado e legendado e são bem variadas. Enfim, eu recomendo.

Portanto, indico à vocês algumas séries que considero imperdíveis e imortais. Sejam de 5 meses ou 5 anos atrás, elas continuam sendo um "must see". Clicando nos títulos abaixo você já é redirecionado para assistir.

A que estou acompanhando agora, é a ma-ra-vi-lho-sa Penny Dreadful. É uma série de suspense, com uma pegada sensual, que tece uma trama com personagens clássicos da literatura, como Frankenstein e Dorian Gray (Eu amei isso, já me deu vontade de ler vários livros). Eu sou apenas elogios: a Eva Green está com uma atuação impecável, os efeitos especiais respeitam nosso bom senso, o suspense é de matar, as cenas de sexo são de tirar o fôlego e de quebra temos 3 deuses gregos em cena, que são para mulher nenhuma botar defeito: Josh Harnett, Harry Treadaway e Reeve Carney.

Carpe Diem, amig@s!



Sinopse:
Penny Dreadful é uma série de terror com toques sobrenaturais que se passa na cidade de Londres na época vitoriana. A história conta com personagens clássicos da literatura como Frankenstein, Conde Drácula e Dorian Gray, e seus contos de horror, origem e formação se misturam à narrativa dos protagonistas. A série é estrelada pelos atores Josh Hartnett e Eva Green, e conta com Sam Mendes como produtor executivo da atração. Penny Dreadful é a aposta do canal Showtime no gênero do terror e do suspense, e tem uma abordagem psicossexual da trama de monstros, criaturas e demônios.

Sinopse:
A série é livremente inspirada no clássico conto de fadas, exceto que se passa nos dias de hoje, daí o nome da série. As histórias contêm a chave do mistério que envolve uma mulher e seu filho que ela deu para adoção dez anos antes em uma cidade chamada Storybrooke, Maine em New England. Essa cidade é na verdade um mundo paralelo no qual personagens de contos de fadas parecem com pessoas normais e não lembram sua verdadeira identidade ou qualquer coisa sobre a sua vida verdadeira.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Top 3 da Fotografia

Faz pouco tempo que descobri o quanto gosto de fotografias!
Acabei percebendo o quanto uma foto bem tirada me comove. Por isso, estou investindo mais em livros de fotografia recentemente e deixando eles bem à mão para serem folheados.

Em tempos em que qualquer um tem a possibilidade de fazer os seus registros fotográficos, com celulares ou câmeras profissionais é raro achar imagens que nos cativam por mais de alguns segundos. Ou que conseguem encerrar significados mais profundos do que aquele que está na superfície.

A fotografia tem um quê de especial porque não é palavra, nem som, nem movimento. Mas pode transmitir tudo isso; ela tem o poder de verbalizar e de transmitir uma miríade de acontecimentos e emoções. Sendo estáticas, ainda assim conseguem dizer muito - e isso me emociona. Porque às vezes eu queria poder ser lida apenas pelo olhar, pelas feições, sem precisar da palavra...

Fotos também são uma maneira rápida de atingir o alvo, é um tiro certeiro. Pense em quantas fotos resumem uma década, um povo, um evento: A menina vietnamita correndo nua após o bombardeio da sua vila. A menina afegã encarando diretamente as lentes com seus olhos verdes. O rebelde desconhecido que tenta parar os canhões na Praça da Paz Celestial em Pequim. Os Beatles atravessando a faixa em Abbey Road. E tantas, tantas outras...


Portanto, decidi elencar aqui o Top 3 d@s melhores fotógraf@s que descobri recentemente – para compartilhar meu deleite com vocês. É de deliciar os olhos.

1) Theó Gosselin: Tumblr | Blogspot | Flickr



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fuck Love








The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out



Nessa chuva invernal aqui no Rio, nada melhor do que entrar no clima cinza com estilo: ouvindo The Smiths...

Take me out tonight
Leve-me para sair essa noite
Where there's music and there's people

Onde tenha música e pessoas
Who are young and alive

que sejam jovens e vivas
Driving in your car

Dirigindo seu carro
I never, never want to go home
Eu nunca, nunca quero voltar para casa

Because I haven't got one
Porque eu não tenho uma
Anymore

mais

Take me out tonight

Leve-me para sair essa noite
Because I want to see people

Porque eu quero ver pessoas
And I want to see lights

Eu quero ver as luzes
Driving in your car

Dirigindo o seu carro
Oh please, don't drop me home

Oh, por favor, não me deixe em casa
Because it's not my home, it's their home

Porque não é a minha casa, é a casa deles
And I'm welcome no more

E eu não sou mais bem-vindo

And if a double-decker bus

E se um ônibus de dois andares
Crashes into us

Bater em nós
To die by your side

Morrer ao seu lado
Is such a heavenly way to die

É uma maneira maravilhosa de morrer
And if a ten ton truck

Se um caminhão de dez toneladas
Kills the both of us

Matar nós dois
To die by your side

Morrer ao seu lado
Well, the pleasure, the privilege is mine

Bem, o prazer, o privilégio é meu

Take me out tonight

Leve-me para sair essa noite
Take me anywhere, I don't care.

Leve-me para qualquer lugar, eu não ligo
And in the darkened underpass

E no mais escuro túnel
I thought: 'Oh God, my chance has come at last!'

Eu penso: "Oh Deus, minha chance finalmente chegou!"
But then a strange fear gripped me

Mas então um estranho medo me tomou
And I just couldn't ask
E eu simplesmente não consegui perguntar

Take me out tonight
Leve-me para sair essa noite
Take me anywhere, I don't care.

Leve-me para qualquer lugar, eu não ligo
Driving in your car
Dirigindo seu carro
I never, never want to go home

Eu nunca, nunca quero voltar para casa
Because I haven't got one

Porque eu não tenho uma
Oh I haven't got one

Oh eu não tenho uma

And if a double-decker bus
E se um ônibus de dois andares
Crashes into us

Bater em nós
To die by your side

Morrer ao seu lado
Is such a heavenly way to die

É uma maneira maravilhosa de morrer
And if a ten ton truck

Se um caminhão de dez toneladas
Kills the both of us

Matar nós dois
To die by your side

Morrer ao seu lado
Well, the pleasure, the privilege is mine

Bem, o prazer, o privilégio é meu

There is a light that never goes out

Há uma luz que nunca se apaga
There is a light that never goes out
Há uma luz que nunca se apaga
There is a light that never goes out...

Há uma luz que nunca se apaga...

domingo, 8 de junho de 2014

Uma ode à bebida! - Ariana Mendonça

Todo mundo que bebe é feliz demais:
visite os bares,
visite as casas com adegas bem guarnecidas,
visite as repúblicas de estudantes,
conheça a Lapa,
vá la em casa.

Você vai encontrar muita gente feliz.

De uma maneira ou de outra, sorrindo.
Ainda que acometidos por problemas, mágoas ou angústias,
nós sorrimos.

Porque o álcool banha tudo.

O álcool a tudo perdoa,
a todos acolhe.
Afoga teus anseios em um copo fundo,
E veja-os lentamente submergir.
Que importa se virão a tona mais tarde?
Por hora é o suficiente para fazer-nos sorrir.
E brincar.
E brindar.

O álcool nos une em uma mesma humanidade sofrida e sofrível.

Ainda assim, bebamos!

Por nós, e pelos miseráveis que não bebem.
Uma vez mais por nos mesmos, e também pelos infelizes que nunca beberam.
Um brinde aos não afeitos à bebida:
assim sobra mais para a gente!
Um brinde aos que hão de vir à beber,
Um brinde a vida,
Um brinde a mágoa.

E como disse Baudelaire, no auge da sua embriaguez aguda e lucida:

É tempo de nos embriagarmos!
De álcool, de poesia ou de o que quer que seja.
Eu continuo preferindo o álcool.
Ele me faz sorrir.
E até mesmo escrever um textinho bobo, como esse...

Enterrei no meu quintal o ócio criativo.

Cretino.
Prefiro o álcool criativo.
Mais vivo e ferino.
É melhor assim.
Bebam amigos, bebam!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Com o coração - Ariana Mendonça

Imagem: theo-gosselin.tumblr.com/ ( o xuxuzinho da fotografia)

Quanto mais o tempo passa, mais vou me certificando do quanto o amor é necessário e falho ao mesmo tempo. Esse binômio está me levando à loucura. A medida que a gente vai vivendo percebemos o quanto queremos ser amados e amar. E uma coisa que parece tão simples na teoria, na prática se revela catastrófica, na maior parte dos casos.


A gente só repousa em paz mesmo, é na amizade.  A amizade é uma coisa inestimável. É por isso que escrevo, para multiplicar amigos. Para descansar a mente entre um amor e outro. Na minha vida, foram muitos os amores avassaladores de vida breve. Ao passo que tive poucos amigos, que mantive por muito tempo. E no final, tive que admitir que estou só. Bem, todo mundo está.


O encontro é a arte de preencher lacunas.
Ariana Mendonça

sábado, 24 de maio de 2014

XHXIX ou 非: é um mistério da arte

Recentemente me deparei com as obras desse artista fazendo uma busca por imagens de já-nem-lembro-o-que no Google. Cara, fiquei eletrizada. Amei a vibe dessas pinturas digitais. Então, obviamente fui buscar mais sobre o artista e eis que fico desapontada e também intrigada. O artista não faz questão alguma de divulgar sua identidade ou seu trabalho. Saca o conteúdo da sua página de Info no tumblr: 


 "
非(hi)
Vivo no Japão
Eu faço todo o meu trabalho digitalmente.
Atualmente não vendo impressos ou arquivos de dados, desculpe
Se você quer me contatar, por favor me envie um email. idwttwy[a]gmail.com
Recentemente tenho recebido muitas mensagens, é difícil responder individualmente. 
Às pessoas que desejam escrever um artigo sobre mim, você não precisa pedir minha permissão. 
Às pessoas que desejam me perguntar quem eu sou, não tenho a intenção de divulgar o meu verdadeiro nome, sexo e idade. Eu não tenho nenhuma conta, exceto no Tumblr e pixiv.
"

Reservado não? De toda forma eu entendo, deve ser um saco ter que explicar a sua arte para os outros. Ainda mais se ela for tão pouco convencional, como essas abaixo. 





















segunda-feira, 19 de maio de 2014

Makes me feel alive


Eu sinto algo tão certo 
fazendo a coisa errada 
e eu sinto algo tão errado 
fazendo a coisa certa 
Eu não podia mentir, não podia mentir, não podia mentir
Tudo que me mata, me faz sentir vivo

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Carlos Drummond de Andrade - O Medo

O Medo

Em verdade temos medo. 
Nascemos no escuro. 
As existências são poucas; 
Carteiro, ditador, soldado. 
Nosso destino, incompleto. 

E fomos educados para o medo. 
Cheiramos flores de medo. 
Vestimos panos de medo. 
De medo, vermelhos rios 
Vadeamos. 

Somos apenas uns homens 
e a natureza traiu-nos. 
Há as árvores, as fábricas, 
Doenças galopantes, fomes. 


Refugiamo-nos no amor, 
Este célebre sentimento, 
E o amor faltou: chovia, 
Ventava, fazia frio em São Paulo. 

Fazia frio em São Paulo... 
Nevava. 
O medo, com sua capa, 
Nos dissimula e nos berça. 

Fiquei com medo de ti, 
Meu companheiro moreno. 
De nos, de vós, e de tudo. 
Estou com medo da honra. 

Assim nos criam burgueses. 
Nosso caminho: traçado. 
Por que morrer em conjunto? 
E se todos nós vivêssemos? 

Vem, harmonia do medo, 
Vem ó terror das estradas, 
Susto na noite, receio 
De águas poluídas. Muletas 

Do homem só. 
Ajudai-nos, lentos poderes do 
Láudano. 
Até a canção medrosa se parte, 
Se transe e cala-se. 

Faremos casas de medo, 
Duros tijolos de medo, 
Medrosos caules, repuxos, 
Ruas só de medo, e calma. 

E com asas de prudência 
Com resplendores covardes, 
Atingiremos o cimo 
De nossa cauta subida. 

O medo com sua física, 
Tanto produz: carcereiros, 
Edifícios, escritores, 
Este poema, 
Outras vidas. 

Tenhamos o maior pavor. 
Os mais velhos compreendem. 
O medo cristalizou-os. 
Estátuas sábias, adeus. 

Adeus: vamos para a frente, 
Recuando de olhos acesos. 
Nossos filhos tão felizes... 
Fiéis herdeiros do medo, 

Eles povoam a cidade. 
Depois da cidade, o mundo. 
Depois do mundo, as estrelas, 
Dançando o baile do medo.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Jack Kerouac & Into the Wild: tudo junto e misturado

"(...) Sabe, quando eu era criança, no Oregon, não achava que fosse americano de jeito nenhum, com todo aquele ideal suburbano e a repressão sexual e a censura cinzenta amedrontadora e generalizada dos jornais a respeito de todos os nossos verdadeiros valores humanos, mas quando descobri o budismo e tal, de repente senti que já tinha vivido em um tempo passado havia muitas eras e agora por causa dos erros e dos pecados naquela vida eu estava sendo degradado a um domínio mais doloroso da existência e meu carma era nascer na América, onde ninguém se divertia nem acreditava em nada, principalmente na liberdade. E também é por isso que sempre me mostrei solidário aos movimentos libertários, como o anarquismo na região Noroeste, os heróis do passado do massacre de Everett e tudo o mais..."

Japhy Rider em Vagabundos Iluminados, p. 35 - L&PM



O protagonista do filme Into the Wild, 
lembra bastante o personagem de Japhy Ryder,
 no livro Vagabundos Iluminados do Jack Kerouac,
Talvez porque os dois, estavam muito cheios de tudo e colocaram o pé na estrada?
responderia o Kerouac - polegar levantado, segurando uma garrafa de vinho, ele próprio dando o fora.

sábado, 3 de maio de 2014

Do It - Lenine: faz, faz, faz!


Tá cansada, senta
Se acredita, tenta

Se tá frio, esquenta

Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...


.

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