quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MILK: what will you make of me?​​ - Alexa Meade



Foto de Alexa Meade em performance pintada no corpo da artista Sheila Vand's submersa em uma piscina de leite.
the first step in transformation is to erase oneself.
identity is a disease.
and today i prefer to blend in with my canvas.
i am tired.
there's a leak in my rowboat and i'm ready to sink.
the other night, i couldn't bring myself to sleep in the precious heat of the Zurich twilight.
i said a prayer for the poets that came before me and took my notebook into the bathroom light.
i was pleased not to recognize my own face in the mirror.
whoever this girl was,
she had welcoming eyes,
and i felt a great sadness that I couldn't reach out to hold her.
between me and her, there was a disturbing divide.
and between me and you, there is a disturbing divide.​
i am disappearing into that space between us.
but the first step of transformation is to erase oneself.
identity is a disease.
and today, i prefer to blend in with my canvas.
i can feel myself

inside this second layer of skin.
not me, but a symbol of me.
plasticized by plastic paint.
i trust my eyes, but i cannot feel the air around me.
i'm a vacuum of space.
a blank slate, a wild nothing.
all that you see is a reflection of your own knowledge.
so who am i, according to you?
i am not myself.
i am somebody else standing next to me.
desperate for my own attention, demanding to be destroyed.
and you?
what do you see inside that canvas?
staring into your dreams.
lean in close
and your subject emerges.
a figure forms,
floating on the picture plane.
who am i, according to you?
and what will you make of me?
Alexa: a bird doesn't sing because it has an answer, it sings because it has a song.
turn around to see how far you've come
and sing your song to me.


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o primeiro passo para a transformação é  apagar-se.
identidade é uma doença.
E hoje eu prefiro misturar-me com a minha tela.
Estou cansada.
há um vazamento no meu barco e estou pronta para afundar.
na outra noite, eu não conseguia dormir no calor precioso do crepúsculo em Zurique.
Eu fiz uma prece aos poetas que vieram antes de mim e levei meu notebook para a luz do banheiro.
Eu estava contente de não reconhecer o meu próprio rosto no espelho.
quem quer que fosse essa garota,
ela tinha olhos acolhedores

e eu senti uma grande tristeza porque eu não poderia chegar a segurá-la.
entre mim e ela, havia uma divisão inquietante.
e entre mim e você, há uma divisão inquietante.
eu estou desaparecendo no espaço entre nós.
mas o primeiro passo da transformação é apagar-se.
identidade é uma doença.
e hoje, eu prefiro misturar-me com minha tela.

eu posso sentir-me
dentro desta segunda camada de pele.
não eu, mas um símbolo de mim.
plastificado por tinta plástica.

Eu confio nos meus olhos, mas eu não posso sentir o ar em volta de mim.
Sou um vácuo no espaço.
uma lousa em branco, um nada selvagem.
tudo o que você vê é o reflexo do seu próprio conhecimento.
Então quem sou eu, de acordo com a sua vis
ão?
eu não sou eu.
Eu sou um outro alguém ao meu lado.
desesperada pela minha própria atenção, exigindo ser destruída.
e você?
o que você vê dentro daquela tela?
olhando dentro dos seus sonhos.
inclina-se para dentro
e seu assunto emerge.
uma figura se forma,
flutuando no plano da imagem.
Quem sou eu, de acordo com você?
e o que você vai fazer comigo?
Alexa: um pássaro não canta porque tem uma resposta, ele canta porque tem uma canção.
vire-se e veja quão longe você chegou
e cante sua música para mim.

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