
Queridinho da vez: Ray LaMontagne.
Não sei o que houve, mas estou muito musical esses dias :)
Essa música aí embaixo me pegou pelo laço: tão atual, tão verdadeira, tão ingênua.
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Justamente o mais curioso, é que as melhores fuck music dessa lista aí não contém nem um pouco de sexo em suas letras. Geralmente se fala de corações partidos, desilusões amorosas, esperanças, declarações, até mesmo de um dia no parque, eventualmente uma ou outra tratam da coisa propriamente dita. A menção ao sexo fica mais na melodia. E isso só prova como o sexo e uma composição de coisas que acontecem muito antes do sexo em si. É o que poderíamos chamar de sensualidade. Claro, que essa playlist não agradará à gregos & troianos, porque cada um tem um estilo na cama e as músicas devem acompanhar isso, e não o contrário obviamente.
Esse prelúdio todo só para contar para vocês que estou apaixonada pela música abaixo já faz uns dias. Ela deliciou meus ouvidos na cama, na sala, numa rapidinha no trabalho, no balanço do ônibus e até na escada de incêndio. Não consigo enjoar! :P O danadinho que canta não é muito conhecido aqui no Brasil, mas já baixei o álbum dele The Lateness of the hour, e ele manda muito bem :) Com vocês: Alex Clare.
Só ela pode manobrar as ações que vibram em mim. Embora ela não pareça ligar muito para isso. As vezes ela apenas se senta e me olha, esperando que algo seja feito de mim. Por quem e como, nunca saberei.
Nossa superioridade numérica nos fez burros e
diminutos. Não estávamos preparados para enfrentar isso. Nunca estivemos. Sermos
confrontados com a nossa estupidez e sorrir. E passar por cima: nossas rodas
rolando por cima de nossas cabeças, das cabeças alheias e sorrimos. Nós sorrimos
quando nos safamos. Nós choramos com a dor alheia. Nós não sabemos o que fazer.
De nós mesmos e com os outros. Fúteis e tolos. Belos e mortais.


Brincadeiras à parte, essa é a grande curtição do livro: te enredar na curiosidade que ele próprio gera. E como todos do tipo, ele nos pega desprevenidos: você lê a primeira página só para sentir o tom, lê a segunda para entender melhor, continua pela terceira para dar continuidade, e quando vai ver já não consegue parar, e logo estará pelos cantos com depressão pós-livro.
De modo enviesado e cauteloso Amanda conta a história da sua família em doses homeopáticas, tão preocupada em ocultar de si mesma e do leitor os segredos do seu passado e daquele noite. A pequena Ruth aterrada pela própria memória cresce sob o vigilante cuidado da tia, magoada e possessiva, tomando gradualmente consciência dos estranhos acontecimentos da sua infância. Ao contar sua história com uma clareza cada vez maior, Ruth descobre o pesado tributo cobrado de sua família em consequência dos segredos da tia.