segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

The Passenger: é Mike Rosenberg, a voz mais enjoada e melodiosa da vez!




Detalhe na parte em que ele canta:

"Well I’ve got no ones word and no bodies promise
Not a lot to show but this book full of sonnets
And my liver may be fucked but my heart is honest"

e a identificação aconteceu :)

Sobre:

Mike Rosenberg é Passenger, nome artístico para uma viagem no mundo Acústico, Folk e Roots da música.

Passenger é, na verdade, uma adopção de um nome que outrora era plural. Mike Rosenberg, juntamente com Alon Cohen, Tom Mills, Stephen Hodd e Robin Coward formavam, em 2003, a então banda Passenger, porém com a carreira a divergir por vários caminhos a banda optou por se separar (2009), restando apenas Mike, que por este mundo fora, sozinho, se aventura na demanda da música.

O fundador da banda, compositor e guitarrista da antiga união Passenger, tem agora um novo objectivo que passa desde o busking até às actuações em grandes palcos. Digamos que Passenger é um passageiro que leva a música a todos os cantos do mundo.

Já com um novo projecto denominado de “All The Little Lights“, Mike brilha por todos os lugares que passa. Um álbum com 2 CD’s, com um total de 20 músicas, em que o segundo CD passa unicamente pela vertente acústica e é de grande qualidade!

Lançado a 22 de Fevereiro de 2013 na Europa, “All The Little Lights” chega aos tops num piscar de olhos, em países como Austrália, Alemanha e Irlanda !

Como descrever a música de Passenger? Provavelmente como aquela música à qual nos transmite uma enorme energia e bem-estar, no final de um longo e esgotante dia de trabalho. São músicas como “Keep On Walking“, “Let Her Go” e muitas mais que dão magia à vida de qualquer uma pessoa. Cheias de filosofia, ritmo, histórias de emoções passadas e actuais, na divagação de um futuro incerto.

Tácito


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Ingmar Bergman

Estou lendo Face a Face do autor Ingmar Bergman. E como sempre, me deparo com aquelas frases que ficam ricocheteando dentro da mente...




sábado, 4 de janeiro de 2014

Resenha: Os Monólogos da Vagina - Eve Ensler



Falar sobre vaginas não é fácil, mas Eve Ensler provou que pode ser muito engraçado e libertador. Enquanto para as mulheres a leitura reforça o emponderamento do seu sexo, para os homens oferece a possibilidade de desvendar curiosidades da intimidade feminina. Então, é difícil para qualquer um não se sentir estupefato e reflexivo, diante de um tema raramente abordado com tanta franqueza.

Ensler realizou ao longo de 5 anos mais de 200 entrevistas com mulheres dos mais variados tipos: velhas, jovens, casadas, solteiras, lésbicas, professoras universitárias, atrizes, etc. Inspirada nessas entrevistas ela escreveu uma peça chamada Os Monólogos da Vagina (The Vagina Monologues),  que por conseguinte deu origem à esse livro. A peça é emocionante, engraçada e universal. Por esse motivo ela já foi produzida em mais de 150 países e traduzida em mais de 50 idiomas!


























"Eu estava preocupada com a questão das vaginas,  preocupada com o que pensamos a respeito delas,  e, mais ainda com o fato de que não pensamos nelas..."

A peça foi trazida para o Brasil pela primeira vez em 2000. Em 2006 foi interpretada pela Mara Manzan, Fafy Siqueira e Vera Setta na cidade onde moro, Niterói  – na época eu tinha apenas 16 anos e nem conhecia os Monólogos, quiçá o feminismo – mas lembro que o nome ficou gravado em mim – a ponto de agora eu conseguir fazer essa conexão.


Todas as menininhas ­­também deveriam ser capazes de ligar a "coisa" ao seu verdadeiro nome e de estabelecer suas próprias conexões de modo instantâneo. Mas em pleno século XXI ainda não são, porque  quase nunca dizem a palavra "vagina", talvez porque suas próprias mães não consigam. Infelizmente, os pais acabam por invisibilizar a palavra, apelidando as vaginas carinhosamente com diminutivos como "periquitinha, liliquinha, pererequinha, lindinha, etc.  Ou seja, desde pequenas sabemos que existe algo “lá embaixo”, mas não pensamos muito sobre o assunto, e seguimos a vida normalmente.

A autora trata sobre esse fenômeno e muitos outros, propondo um  diálogo sobre a genitália feminina - tentando desvendar o porquê desse órgão ser sistematicamente tão reprimido: verbal, emocional e fisicamente. Afinal, não se ouve falar em vaginas em lugar nenhum – na  TV, no rádio, nos botecos e  nem sequer no banheiro feminino. As mulheres não tocam suas vaginas em público - como os  homens fazem com o seu respectivo sexo. Os traumas, mutilações, doenças e abusos sexuais que acometem as mulheres tendem a ser silenciados por elas mesmas e pelos outros, como se fossem pouco importantes.   

"Eu digo a palavra porque acredito que aquilo que não dizemos nós também não vemos, não reconhecemos ou não lembramos. O que não dizemos se transforma num segredo, e segredos, muitas vezes, criam vergonha medos e mitos."

A autora mostra a força dessa “negação vaginal” utilizando um viés ora engraçado - citando os milhares de apelidos criados para o genital,  ora denunciante -  relatando os casos brutais de estupros que ocorreram na Bósnia, como estratégia de guerra, na década de 90 e das mais de 100 milhões de meninas e mulheres ao redor do mundo que tiveram seus genitais mutilados.





Infelizmente, para quem já viu a peça ou o documentário da HBO sobre os Monólogos, o livro não passa de uma simples transcrição. Ao menos assim a ordem dos fatores não atrapalhará a fruição: ler o livro antes ou depois da peça/documentário não atrapalha. Eu diria que pelo contrario, um complementa o outro,  o que geralmente é raro. Uma pena que o livro não seja tão  vibrátil e apaixonado como a autora no palco - embora cumpra sua função de registro escrito.


No final da leitura ficamos com aquele gosto de perguntas não respondidas na boca. Quem sabe dialogando a gente consiga descobrir porque:

Temos vergonha de pronunciar, ouvir e ler a palavra vagina.


A palavra ainda é censurada em vários meios de comunicação.

Tantas mulheres ainda desconhecem a aparência do seu próprio genital e as formas de obter prazer a partir dele.


Milhares de meninas ainda são submetidas a castrações que as deixam mutiladas e marcadas em nome da pureza.

E por último, a pergunta que não quer calar: se essa parte da anatomia feminina é tão suja, vergonhosa e invisível como fazem parecer - porque todo mundo ainda tem tanto medo de falar sobre dela?



sábado, 14 de dezembro de 2013

Resenha: Afogando Ruth - Christina Schwarz "Um pouco de amor, um pouco de senso de importância"

                                          Olhando a capa desse livro o que você sente? 

Eu me sinto completamente intrigada. Por esse tom noir e misterioso da capa, que combina tão bem com o título da obra. Ela  te faz questionar: Quem é Ruth? Porque afogaram ela? Seria afogar num sentindo metafórico? Quem afogou a pobrezinha da Ruth !? Salva ela, sal-vaaa!! 

Brincadeiras à parte, essa é a grande curtição do livro: te enredar na curiosidade que ele próprio gera. E como todos do tipo, ele nos pega desprevenidos: você lê a primeira página só para sentir o tom, lê a segunda para entender melhor, continua pela terceira para dar continuidade, e quando vai ver já não consegue parar, e logo estará pelos cantos com depressão pós-livro.
Logo no início somos apresentados à Amanda (a irmã mais velha), à Mathilde (irmã mais nova) e à pequena Ruth (filha de Mathilde). Logo também entram em cena a cidade de Nagawaukee, a fazenda da família e o lago. Em seguida, conhecemos Carl o esposo de Mathilde que acabou de retornar da guerra, para descobrir que sua esposa morreu afogada no lago congelado. Não demora até que você comece a desconfiar que Amanda não é tão boazinha quanto parece. Ou seria a menina Ruth, a pequena vilã?

_ Tia Mandy... - sussurou ela.
_ O quê, Ruthie?
_ Você pode voltar para casa agora. Eu fiz ela ir embora.


Toda a verdade  é oferecida lentamente, deixando espaço para a imaginação do leitor. De certa maneira, (mas num estilo completamente diferente), Christina Schwarz me lembrou o Stephen King, por essa capacidade de construir uma narrativa fluída e atraente, que te faz comer páginas em busca de uma explicação, que só virá bem no final.

Sendo o seu romance de estreia, ela literalmente começou bem. Porque infelizmente, a obra perde um pouco de foco no meio. O ar de mistério só retorna no final - momento em que  verdades são reveladas. 



       Afogando Ruth é um retrato assombroso dos laços que unem duas irmãs e das forças que as separam, dos perigos dos segredos e das repercussões explosivas quando estes se revelam.
    No inverno de 1919, a enfermeira Amanda Starkey passa seus dias cuidando dos soldados feridos na Primeira Guerra Mundial. Depois de uma crise nervosa ela deixa Milwaukee e se refugia na fazenda da família, buscando conforto com sua irmã mais nova, Mathilda, e a sobrinha de três anos, Ruth. Logo percebe que o seu antigo lar não é um refúgio, e que levara seus problemas consigo. Quase um ano depois, numa noite terrível, sua irmã desaparece misteriosamente, sendo encontrada mais tarde afogada sob o gelo que cobre o lago da propriedade. Quando o marido de Mathilda volta da guerra, ferido e perturbado, encontra Amanda incumbida de Ruth e da fazenda, assumindo toda a responsabilidade com uma intensidade assustadora.
   De modo enviesado e cauteloso Amanda conta a história da sua família em doses homeopáticas, tão preocupada em ocultar de si mesma e do leitor os segredos do seu passado e daquele noite.    A pequena Ruth aterrada pela própria memória cresce sob o vigilante cuidado da tia, magoada e possessiva, tomando gradualmente consciência dos estranhos acontecimentos da sua infância. Ao contar sua história com uma clareza cada vez maior, Ruth descobre o pesado tributo cobrado de sua família em consequência dos segredos da tia.
    Guiando-nos através das vidas das mulheres da família Starkey, o primeiro romance de Christina Schwarz revela sua compaixão e entendimento singular a respeito da paisagem do interior Norte-Americano e das pessoas que ali vivem. É uma estreia fascinante e dolorosamente bela.
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Christina Schwarz nasceu no estado de Wiscosin, nos Estados Unidos. É mestre em literatura inglesa pela Universidade de Yale, foi professora colegial e hoje dedica-se apenas à literatura. Depois de várias mudanças vive atualmente em Los Angeles.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Jenyne Butterfly: uma aula de pole dance!

Esse vídeo corre completamente por fora da proposta desse blog. Mas como sou uma entusiasta da Arte em geral, quis compartilhar com vocês esse vídeo que é sensacional. Afinal, quando a arte é de qualidade é impossível não se encantar.






Aproveitando o embalo e a malemolência do corpo, pra quem gosta tem Cirque du Soleil em janeiro aqui no Rio, partiu?


terça-feira, 26 de novembro de 2013

As melhores da Mafalda - Part I





Tradução
Tira 1 - Se eu falo a ela que não veja tanta televisão vai acabar me odiando. Porque não fala você?  / Mafalda, seria conveniente que visse...  / Que?  / Que, Que filhinha?

Tira 2 -  Porque a TV e a rádio falam tanto do Vietnam? / Sei lá!  / É um desses problemas que os adultos criam, então deixe que os adultos resolvam  / Você que é adulta mamãe, me diz: Que problema é esse do Vietam?   / E... este...bem. Eu-Eu! É...um problema...Quando papai chegar pergunta a ele!  / Toma Felipe. Para você esperar as soluções dos adultos, tá?

Tira 3 - Que negócio é esse, Felipe? / É um "eu-eu". (Em espanhol a pronúncia do palavra Io-Io soa como "eu-eu") / É um você-você? / Não! Um "eu-eu". / Ahnn? Um Felipe-Felipe? / Não! Não é um "eu" de "eu". Se chama "eu-eu". Entende? Eu-Eu, Eu-Eu. / EGOCÊNTRICO!

Tira 4 -  Não sei o que aconteceu comigo hoje! Estou com a moral lá embaixo!  / Que triste fim para uma moral!

Tira 5 -  Você tem que tomar! Os que não tomam sopa não crescem nunca!  / E ficam crianças para sempre, e nunca se tornam adultos!  / Que tranquilidade reinaria hoje nesse mundo se Marx não tivesse tomado sua sopa!
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Mafalda foi uma tira escrita e desenhada pelo cartunista argentino Quino. As histórias, apresentam uma menina preocupada com a Humanidade e a paz mundial, que constantemente se rebela com o estado atual das coisas e do mundo. Sua primeira aparição foi em 1964 no jornal Primeira Plana,de lá passou por alguns outros jornais, até Quino decidir por encerrar a publicação desses cartoons em 1973.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Martha Medeiros: estar triste não é estar deprimido.


A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido. Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor - até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros

***

VEJA TAMBÉM DA MESMA AUTORA:

sábado, 23 de novembro de 2013

The Runaways: porque Elas também gostam de sexo, drogas & Rock N' Roll

Filme The Runaways: porque elas também gostam de sexo, drogas & rock n' roll.

É duro admitir, mas as vezes precisamos de Hollywood e seus filmes clichês para tomar conhecimento de coisas interessantes. Um exemplo disso é o filme The Runaways que conta a história de uma banda de rock formada por cinco mulheres que surgiu na Califórnia no final dos anos 70. 

Kristen como Joan Jett
Dakota como Cherie Currie
Apesar de trazer Kristen Stewart e Dakota Fanning em atuações interessantes, não posso afirmar que este seja um primor cinematográfico.
Afinal, as produções hollywoodianas são quase sempre previsíveis e feitas para vender. Mas o filme até que diverte: a Kristen está identica à guitarrista Joan Jett e Dakota Fenning interpretando a vocal Cherie Currie está arrasando, (como sempre). As cenas entre as duas oscila deliciosamente entre amor e ódio, envoltas em bastante erotismo com uma pegada rock. 

Sim, elas se pegam no filme :O
Mas, se o filme tem UM mérito verdadeiro, eu diria que foi o de apresentar para a geração mais nova uma banda de rock composta por mulheres que fizeram sucesso de verdade, com uma música de qualidade e sem precisar posar de boas-moças. Tudo bem que rolou um marketing pesado e a época era favorável, mas enfim, não é todo dia que isso acontece.


Ainda que atualmente estejamos vivendo uma época mais plural, onde temos desde Taylor Swift pagando de virgenzinha até Miley Cirus pirando o cabeçote, ainda faltam exemplos na mídia de mulheres que consigam formar a tríplice sucesso-diferencial-talento. É mais normal encontrar artistas que tem sucesso e diferencial, mas nenhum talento ou que tem talento e diferencial, mas não fazem nenhum sucesso.

E com sucesso eu quero dizer atingir o maior número de pessoas possíveis. Porque, boa ou má, a alta exposição de qualquer coisa gera influência e mexe com a cabeça das pessoas. E eu acho que seria bom para as meninas perceberem que podem se inserir no meio rock n'roll. E ainda que tenhamos várias mulheres produzindo boa música em todos os estilos musicais, a questão é que elas nunca atingem grande notoriedade (pelo menos não na medida do seu talento). Principalmente no rock, nunca foi concedido a elas tanto espaço e visibilidade quanto é concedido aos homens. E é fácil perceber isso, fazendo um teste simples:

Pense em 5 bandas de rock. E responda:
1) Quantas delas tem pelo menos uma integrante mulher?
2) Quantas delas tem todas as integrantes mulheres?

Se você respondeu "uma" ou "duas", eu estarei surpresa. Se é tão normal, pensar em uma banda de rock composta somente por homens, porque é tão estranho pensar no equivalente feminino? Uma banda só de mulheres parece uma excentricidade. Pois não deveria ser. Qualquer ser humano com talento deveria ter seu espaço ao Sol, independente do gênero.


Então beleza, voltando ao The Runaways, posso dizer que valeu a pena assistir o filme. Principalmente por ter tomado conhecimento da banda. Então baixe o filme, assista e tire suas próprias conclusões. Com certeza você vai voltar aqui para baixar os álbuns também (basta clicar nas imagens para ser direcionado ao 4shared). O link do filme segue na imagem abaixo.                                                                                                                                  
And
Álbum 1
 Live in Japan
Álbum 2
 Queens of Noise
Álbum 3
Álbum 4

Link do filme em Torrent



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Imortalidade - Charles Bukowski



Essa primorosa citação está na pág 127 do livro Pedaços de um caderno manchado de vinho, do autor Charles Bukowski. Editora: L&PM Pocket

domingo, 10 de novembro de 2013

La rabia en español - Ariana Mendonça






Por las calles y passeos
Pelean peatones y coches
Sea con derechos o deseos
de ocupar espacio en doble

A veces me siento como una campesina

Mirando admirada por la ventana
un pueblo ciego, pero que camina
con tanta prisa y sin ninguna gana

En esta lucha del tráfico

no sé quien es más burro
La rueda que lleva progreso
o el chico que consome sus muslos

¡Dale camiñar! ¡Dale la rabia!

Tanta prisa, ¿Y el pensar donde queda?
Yo creía que mi esperanza era sabia 
                                 Pero terminó bajo a las ruedas


10/11/2013, por Ariana

sábado, 9 de novembro de 2013

Garbage - Only happy when it rains - porque reclamar também é catarse!



Tá certo que (quase) ninguém curte estar na deprê, aquela vibe super ruim e negra que se abate sobre todo e qualquer ser humano em alguns momentos da vida. Ninguém gosta de sofrer desmesuradamente, nem  de chorar, se descabelar e de celebrar a dor. Mas quem disse que não dá para sentir prazer na tristeza? 

Eu por exemplo, acho que existe uma baita felicidade em dizer que o trabalho é uma droga, que o time de futebol está jogando mal pra cacete, que o professor é um babaca que te reprovou e que está doendo muito o pé na bunda que se levou do grande amor. Logo, me senti representada ao ouvir essa música invocada e prá-lá de gostosa, chamada "Only happy when it rains" da banda Garbage. Fazendo uma interpretação para o meu lado, acho que ela se refere aos pessimistas de plantão (eu já tenho a carteirinha do clube!) - aquelas pessoas que adoram reclamar de tudo, sofrer por antecipação e achar um lado ruim em coisas que não tem.

Só tenho a dizer uma coisa em nossa defesa: Não dá para evitar! Já está nos nossos genes. Quando meu dou conta, lá estou eu reclamando de algo. O lado bom, é que sempre encontro pelo meu caminho pessoas que são do tipo alto-astral e que acabam equilibrando a minha balança. E consequentemente, faço o mesmo por elas, já que (parafraseando o Frejat) "Rir de tudo é desespero". E dessa maneira, a gente segue, tentando não ser uma pessoa nem positiva, nem negativa, que é pra ver se atrai boas energias,
mesmo elas não gostando da gente, né? :)

Afinal, reclamar também é catarse! Então toca Garbage:





I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
I'm only happy when it's complicated
Eu só fico feliz quando é complicado
And though I know you can't appreciate it
E embora eu saiba que você não consegue apreciar isso

I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove

You know I love it when the news is bad

Você sabe que eu adoro quando as notícias são ruins
Why it feels so good to feel so sad

Porque é tão bom se sentir tão mal
I'm only happy when it rains

Eu só fico feliz quando chove

Pour your misery down, pour your misery down on me

Derrame sua tristeza em mim, derrame sua tristeza em mim, 
Pour your misery down, pour your misery down on me
Derrame sua tristeza em mim, derrame sua tristeza em mim,
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
I feel good when things are going wrong
Eu me sinto bem quando as coisas estão dando errado

I only listen to the sad, sad songs
Eu só ouço as tristes, as músicas tristes

I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove





I only smile in the dark
Eu só sorrio no escuro
My only comfort is the night gone black
Meu único conforto é a noite escurecendo
I didn't accidentally tell you that
Eu acidentalmente não te contei isso
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove

You'll get the message by the time I'm through
Você vai entender o recado quando eu terminar
When I complain about me and you
Quando eu reclamo de mim e você
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove

Pour your misery down (Pour your misery down)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down (Pour your misery down)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down (Pour your misery down)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down
Derrame sua tristeza

You can keep me company

Você pode me fazer companhia
As long as you don't care

Desde que você não ligue

I'm only happy when it rains

Eu só fico feliz quando chove
You wanna hear about my new obsession?

Você quer ouvir sobre a minha mais nova obsessão?
I'm riding high upon a deep depression

Eu estou curtindo uma depressão profunda
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)

I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)

Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)




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