sexta-feira, 13 de junho de 2014

O Top 3 da Fotografia

Faz pouco tempo que descobri o quanto gosto de fotografias!
Acabei percebendo o quanto uma foto bem tirada me comove. Por isso, estou investindo mais em livros de fotografia recentemente e deixando eles bem à mão para serem folheados.

Em tempos em que qualquer um tem a possibilidade de fazer os seus registros fotográficos, com celulares ou câmeras profissionais é raro achar imagens que nos cativam por mais de alguns segundos. Ou que conseguem encerrar significados mais profundos do que aquele que está na superfície.

A fotografia tem um quê de especial porque não é palavra, nem som, nem movimento. Mas pode transmitir tudo isso; ela tem o poder de verbalizar e de transmitir uma miríade de acontecimentos e emoções. Sendo estáticas, ainda assim conseguem dizer muito - e isso me emociona. Porque às vezes eu queria poder ser lida apenas pelo olhar, pelas feições, sem precisar da palavra...

Fotos também são uma maneira rápida de atingir o alvo, é um tiro certeiro. Pense em quantas fotos resumem uma década, um povo, um evento: A menina vietnamita correndo nua após o bombardeio da sua vila. A menina afegã encarando diretamente as lentes com seus olhos verdes. O rebelde desconhecido que tenta parar os canhões na Praça da Paz Celestial em Pequim. Os Beatles atravessando a faixa em Abbey Road. E tantas, tantas outras...


Portanto, decidi elencar aqui o Top 3 d@s melhores fotógraf@s que descobri recentemente – para compartilhar meu deleite com vocês. É de deliciar os olhos.

1) Theó Gosselin: Tumblr | Blogspot | Flickr



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Fuck Love








The Smiths - There Is A Light That Never Goes Out



Nessa chuva invernal aqui no Rio, nada melhor do que entrar no clima cinza com estilo: ouvindo The Smiths...

Take me out tonight
Leve-me para sair essa noite
Where there's music and there's people

Onde tenha música e pessoas
Who are young and alive

que sejam jovens e vivas
Driving in your car

Dirigindo seu carro
I never, never want to go home
Eu nunca, nunca quero voltar para casa

Because I haven't got one
Porque eu não tenho uma
Anymore

mais

Take me out tonight

Leve-me para sair essa noite
Because I want to see people

Porque eu quero ver pessoas
And I want to see lights

Eu quero ver as luzes
Driving in your car

Dirigindo o seu carro
Oh please, don't drop me home

Oh, por favor, não me deixe em casa
Because it's not my home, it's their home

Porque não é a minha casa, é a casa deles
And I'm welcome no more

E eu não sou mais bem-vindo

And if a double-decker bus

E se um ônibus de dois andares
Crashes into us

Bater em nós
To die by your side

Morrer ao seu lado
Is such a heavenly way to die

É uma maneira maravilhosa de morrer
And if a ten ton truck

Se um caminhão de dez toneladas
Kills the both of us

Matar nós dois
To die by your side

Morrer ao seu lado
Well, the pleasure, the privilege is mine

Bem, o prazer, o privilégio é meu

Take me out tonight

Leve-me para sair essa noite
Take me anywhere, I don't care.

Leve-me para qualquer lugar, eu não ligo
And in the darkened underpass

E no mais escuro túnel
I thought: 'Oh God, my chance has come at last!'

Eu penso: "Oh Deus, minha chance finalmente chegou!"
But then a strange fear gripped me

Mas então um estranho medo me tomou
And I just couldn't ask
E eu simplesmente não consegui perguntar

Take me out tonight
Leve-me para sair essa noite
Take me anywhere, I don't care.

Leve-me para qualquer lugar, eu não ligo
Driving in your car
Dirigindo seu carro
I never, never want to go home

Eu nunca, nunca quero voltar para casa
Because I haven't got one

Porque eu não tenho uma
Oh I haven't got one

Oh eu não tenho uma

And if a double-decker bus
E se um ônibus de dois andares
Crashes into us

Bater em nós
To die by your side

Morrer ao seu lado
Is such a heavenly way to die

É uma maneira maravilhosa de morrer
And if a ten ton truck

Se um caminhão de dez toneladas
Kills the both of us

Matar nós dois
To die by your side

Morrer ao seu lado
Well, the pleasure, the privilege is mine

Bem, o prazer, o privilégio é meu

There is a light that never goes out

Há uma luz que nunca se apaga
There is a light that never goes out
Há uma luz que nunca se apaga
There is a light that never goes out...

Há uma luz que nunca se apaga...

domingo, 8 de junho de 2014

Uma ode à bebida! - Ariana Mendonça

Todo mundo que bebe é feliz demais:
visite os bares,
visite as casas com adegas bem guarnecidas,
visite as repúblicas de estudantes,
conheça a Lapa,
vá la em casa.

Você vai encontrar muita gente feliz.

De uma maneira ou de outra, sorrindo.
Ainda que acometidos por problemas, mágoas ou angústias,
nós sorrimos.

Porque o álcool banha tudo.

O álcool a tudo perdoa,
a todos acolhe.
Afoga teus anseios em um copo fundo,
E veja-os lentamente submergir.
Que importa se virão a tona mais tarde?
Por hora é o suficiente para fazer-nos sorrir.
E brincar.
E brindar.

O álcool nos une em uma mesma humanidade sofrida e sofrível.

Ainda assim, bebamos!

Por nós, e pelos miseráveis que não bebem.
Uma vez mais por nos mesmos, e também pelos infelizes que nunca beberam.
Um brinde aos não afeitos à bebida:
assim sobra mais para a gente!
Um brinde aos que hão de vir à beber,
Um brinde a vida,
Um brinde a mágoa.

E como disse Baudelaire, no auge da sua embriaguez aguda e lucida:

É tempo de nos embriagarmos!
De álcool, de poesia ou de o que quer que seja.
Eu continuo preferindo o álcool.
Ele me faz sorrir.
E até mesmo escrever um textinho bobo, como esse...

Enterrei no meu quintal o ócio criativo.

Cretino.
Prefiro o álcool criativo.
Mais vivo e ferino.
É melhor assim.
Bebam amigos, bebam!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Com o coração - Ariana Mendonça

Imagem: theo-gosselin.tumblr.com/ ( o xuxuzinho da fotografia)

Quanto mais o tempo passa, mais vou me certificando do quanto o amor é necessário e falho ao mesmo tempo. Esse binômio está me levando à loucura. A medida que a gente vai vivendo percebemos o quanto queremos ser amados e amar. E uma coisa que parece tão simples na teoria, na prática se revela catastrófica, na maior parte dos casos.


A gente só repousa em paz mesmo, é na amizade.  A amizade é uma coisa inestimável. É por isso que escrevo, para multiplicar amigos. Para descansar a mente entre um amor e outro. Na minha vida, foram muitos os amores avassaladores de vida breve. Ao passo que tive poucos amigos, que mantive por muito tempo. E no final, tive que admitir que estou só. Bem, todo mundo está.


O encontro é a arte de preencher lacunas.
Ariana Mendonça

sábado, 24 de maio de 2014

XHXIX ou 非: é um mistério da arte

Recentemente me deparei com as obras desse artista fazendo uma busca por imagens de já-nem-lembro-o-que no Google. Cara, fiquei eletrizada. Amei a vibe dessas pinturas digitais. Então, obviamente fui buscar mais sobre o artista e eis que fico desapontada e também intrigada. O artista não faz questão alguma de divulgar sua identidade ou seu trabalho. Saca o conteúdo da sua página de Info no tumblr: 


 "
非(hi)
Vivo no Japão
Eu faço todo o meu trabalho digitalmente.
Atualmente não vendo impressos ou arquivos de dados, desculpe
Se você quer me contatar, por favor me envie um email. idwttwy[a]gmail.com
Recentemente tenho recebido muitas mensagens, é difícil responder individualmente. 
Às pessoas que desejam escrever um artigo sobre mim, você não precisa pedir minha permissão. 
Às pessoas que desejam me perguntar quem eu sou, não tenho a intenção de divulgar o meu verdadeiro nome, sexo e idade. Eu não tenho nenhuma conta, exceto no Tumblr e pixiv.
"

Reservado não? De toda forma eu entendo, deve ser um saco ter que explicar a sua arte para os outros. Ainda mais se ela for tão pouco convencional, como essas abaixo. 





















segunda-feira, 19 de maio de 2014

Makes me feel alive


Eu sinto algo tão certo 
fazendo a coisa errada 
e eu sinto algo tão errado 
fazendo a coisa certa 
Eu não podia mentir, não podia mentir, não podia mentir
Tudo que me mata, me faz sentir vivo

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Carlos Drummond de Andrade - O Medo

O Medo

Em verdade temos medo. 
Nascemos no escuro. 
As existências são poucas; 
Carteiro, ditador, soldado. 
Nosso destino, incompleto. 

E fomos educados para o medo. 
Cheiramos flores de medo. 
Vestimos panos de medo. 
De medo, vermelhos rios 
Vadeamos. 

Somos apenas uns homens 
e a natureza traiu-nos. 
Há as árvores, as fábricas, 
Doenças galopantes, fomes. 


Refugiamo-nos no amor, 
Este célebre sentimento, 
E o amor faltou: chovia, 
Ventava, fazia frio em São Paulo. 

Fazia frio em São Paulo... 
Nevava. 
O medo, com sua capa, 
Nos dissimula e nos berça. 

Fiquei com medo de ti, 
Meu companheiro moreno. 
De nos, de vós, e de tudo. 
Estou com medo da honra. 

Assim nos criam burgueses. 
Nosso caminho: traçado. 
Por que morrer em conjunto? 
E se todos nós vivêssemos? 

Vem, harmonia do medo, 
Vem ó terror das estradas, 
Susto na noite, receio 
De águas poluídas. Muletas 

Do homem só. 
Ajudai-nos, lentos poderes do 
Láudano. 
Até a canção medrosa se parte, 
Se transe e cala-se. 

Faremos casas de medo, 
Duros tijolos de medo, 
Medrosos caules, repuxos, 
Ruas só de medo, e calma. 

E com asas de prudência 
Com resplendores covardes, 
Atingiremos o cimo 
De nossa cauta subida. 

O medo com sua física, 
Tanto produz: carcereiros, 
Edifícios, escritores, 
Este poema, 
Outras vidas. 

Tenhamos o maior pavor. 
Os mais velhos compreendem. 
O medo cristalizou-os. 
Estátuas sábias, adeus. 

Adeus: vamos para a frente, 
Recuando de olhos acesos. 
Nossos filhos tão felizes... 
Fiéis herdeiros do medo, 

Eles povoam a cidade. 
Depois da cidade, o mundo. 
Depois do mundo, as estrelas, 
Dançando o baile do medo.


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Jack Kerouac & Into the Wild: tudo junto e misturado

"(...) Sabe, quando eu era criança, no Oregon, não achava que fosse americano de jeito nenhum, com todo aquele ideal suburbano e a repressão sexual e a censura cinzenta amedrontadora e generalizada dos jornais a respeito de todos os nossos verdadeiros valores humanos, mas quando descobri o budismo e tal, de repente senti que já tinha vivido em um tempo passado havia muitas eras e agora por causa dos erros e dos pecados naquela vida eu estava sendo degradado a um domínio mais doloroso da existência e meu carma era nascer na América, onde ninguém se divertia nem acreditava em nada, principalmente na liberdade. E também é por isso que sempre me mostrei solidário aos movimentos libertários, como o anarquismo na região Noroeste, os heróis do passado do massacre de Everett e tudo o mais..."

Japhy Rider em Vagabundos Iluminados, p. 35 - L&PM



O protagonista do filme Into the Wild, 
lembra bastante o personagem de Japhy Ryder,
 no livro Vagabundos Iluminados do Jack Kerouac,
Talvez porque os dois, estavam muito cheios de tudo e colocaram o pé na estrada?
responderia o Kerouac - polegar levantado, segurando uma garrafa de vinho, ele próprio dando o fora.

sábado, 3 de maio de 2014

Do It - Lenine: faz, faz, faz!


Tá cansada, senta
Se acredita, tenta

Se tá frio, esquenta

Se tá fora, entra
Se pediu, agüenta
Se pediu, agüenta...


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Provérbio Árabe



Luiz Fernando Veríssimo & como as mulheres devem ser tratadas

                
               Um homem inteligente falando das mulheres:


    Tenho apenas um exemplar em casa, que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro.

         Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Flores também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.

        Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia.

         Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda. 

          Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo. 

          É, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay. Só tem mulher quem pode! 


         

terça-feira, 29 de abril de 2014

domingo, 27 de abril de 2014

Martha Medeiros: fora da cozinha!

Amor nenhum me fará amarrar um avental
em torno da cintura e encarar uma cozinha.
                                                                                                              Martha Medeiros

NO MEU CASO, ALGO ASSIM É MAIS PROVÁVEL:


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Jack Kerouac & os Anjos da Desolação

Tudo o que eu preciso é esperar 
30 longos dias para descer da rocha
 e mais uma vez viver a doce vida - 
sabendo que ela nunca é doce nem 
amarga mas apenas do jeito que é, 
e é assim mesmo. 
                 #37 AnjosdaDesolação
Essa é a grande sabedoria, 
esse é o Despertar, esse é o 
vazio -Então cala a boca, vive, 
viaja, te aventura, abençoa e 
não te arrepende. 
                #37 AnjosdaDesolação


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Charles Bukowski & a solitude misantrópica

A linguagem da escrita de um homem vem de onde ele vive e de como vive. Fui um vagabundo e um trabalhador comum por quase toda a minha vida. As conversas que eu ouvia passavam longe da erudição. E nos meus anos de vida tive muito pouco contato com pessoas ricas. Eu estava enfiado em poços fétidos. Era um pouco louco, mas era um tipo incomum de loucura porque eu a cultivava. Permitia que minha mente ficasse andando em círculos, para morder seu próprio rabo. Eu atiçava meus instintos, alimentava meus preconceitos. A solidão era meu ás de espadas, precisava dela para engrandecer minha realidade. Eu valorizava de verdade o ócio, era viciante. Estar sozinho comigo mesmo era o santuário. (...) Eu precisava de horas, dias, semanas, anos para mim mesmo. Descobri todo tipo de tugúrio enquanto passava fome. Tinha a habilidade de fazer com que um pouco de dinheiro durasse muito. Sacrificava qualquer coisa em nome do tempo. E para ficar fora das tendências. (...) Eu não sabia o que estava fazendo até o dia em que fiz. Passei a me fixar na direção para a qual eu deveria ir. Voltei-me para o meu deus pessoal: SIMPLICIDADE. Quanto mais compacto e menor você se tornar, menor é a chance de errar ou de mentir. Os gênios são aqueles capazes de dizer algo profundo de maneira simples. Palavras eram balas, raios solares, palavras eram capazes de romper o infortúnio e a danação. Eu estava na batalha. Tempo para batalhar é importante. (...) Eu queria resistir a todas as armadilhas, para morrer junto à máquina de escrever, uma garrafa de vinho à minha esquerda e o rádio, tocando, quem sabe, Mozart à direita.


em #326 Pedaços de um caderno manchado de vinho

O Deus de cada homem - Carlos Drummond de Andrade


O DEUS DE CADA HOMEM

Quando digo "meu deus"
afirmo propriedade
Há mil deuses pessoais 
em nichos da cidade.

Quando digo "meu deus",
crio cumplicidade.
Mais fraco, sou mais forte
do que a desirmandadade.

Quando digo "meu deus",
grito minha orfandade,
o rei que me ofereço
rouba-me a liberdade.

Quando digo "meu deus",
choro minha ansiedade.
Não sei que fazer dele
na microeternidade.


.

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