quarta-feira, 23 de abril de 2014
O Deus de cada homem - Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 22 de abril de 2014
Suzzane Collins
Quando o álcool domina minha mente, ouço o vidro se despedaçar no chão. Isso parece apropriado, já que obviamente não consigo segurar mais nada na vida com firmeza.
Em Chamas, pag 193
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Filme: Cavemen e um pouco de sabedoria sobre o amor
_ Lembra daquela menina latina com quem eu saía?
_ Alicia?
_ Isso, essa mesma.
_ Uma vez levei-a para um desses terraços de ricos.
_ Comemos, bebemos e dançamos. Essas coisas.
_Enfim, imagina: à meia noite nós fomos até o deque e lá estava a gingantesca lua que meio que pairava sobre toda a cidade, iluminando todo o céu.
_ E havia uma brisa suave que percorria seus cabelos.
_ Foi perfeito
_ Atá, deixa eu adivinhar. Ela te chupou naquele exato momento e naquele exato lugar.
_ Não cara.
_ Não era sobre isso.
_ Era apenas um momento. Um momento perfeito, entende?
_ Tudo sobre aquela noite, tudo estava perfeito.
_ Eu sabia, ela sabia.
_ E nesse momento, apenas por um momento,pensei que a amava.
_ Você contou à ela?
_ Não, não contei.
_ Por que não?
_ Não podia.
_ Como não?
_ Porque o momento passou tão rápido quanto chegou. E percebi que eu não a amava. Amava o momento.
_ Para mim, tudo sempre foi sobre o momento.
_ Até eu conhecer a Anna.
_ Você não tem momentos perfeitos com a Anna?
_ Não. Com ela nunca nem pensei sobre momentos perfeitos.
_ Nem tentei procurá-los.
_ Parei para pensar e percebi que... todo momento entre nós era perfeito.
_ Porque eu a amava.
_ E percebi que o amor é o momento perfeito que nunca acaba.
Luiz Costa Pereira: Estatística e o Texto
"Tendência estatística é um câncer do texto que, como o jornalístico, o acadêmico ou o relatório econômico, é feito com intuito de sustentar nossas posições cotidianas. A estatística pura, sem ser humano a lhe dar corpo, pode sacramentar preconceitos".
Luiz Costa Pereira Jr. via Segura no texto
domingo, 20 de abril de 2014
Manter a calma - Ariana Mendonça
Eu amo a paz
O silêncio das coisas
O rio correndo lento
O vento que sopra balançando as árvores
Uma rua longa e vazia em uma noite de verão
A paz das coisas é a paz em mim
O vazio é a presença de tudo em nada
Me sinto em processo de realização
Tão dentro e tão fora de todas as coisas
Gosto tanto de não pertencer
Em um pouco de tudo não estou
Em um pouco de nada tu me encontras.
Ariana Mendonça
Cazuza - Sonho de Uma Noite no Leblon (Documentário)
Meu cantor favorito e xará de signo.
Via Araka - 60 Documentário s sobre música Brasileira Grátis
Se você pudesse agora me ouvir, te cantaria uns trechos de "A Orelha de Eurídice":
Você na multidão
Você é diferente
As suas mãos me acenam
Nem parecem ter morrido
Cheias de presentes
Caixas coloridas
Nem parecem ter morrido
Cheias de presentes
Caixas coloridas
[...]
Você voltou pra me ajudar
E eu fico mais feliz
Mas ainda não estamos salvos
O ar está pesado
Não é só a cicatriz
Que identifica um ser amado
Temos que ter ideias juntos
Temos que achar uma maneira
É que agora tá chovendo
Uma chuva sem vento
Há meia hora ventava
Vamos fugir pra dentro
Há meia hora ventava
E tínhamos coragem
E eu já tô cansado
De não gostar de mim
sábado, 19 de abril de 2014
Filme: Por Tu Culpa (2010) - Anahí Berneri
'Nós somos o que os outros vêem ou o que permitimos que os outros vejam? Geralmente é a visão dos outros que delimita a nossa própria identidade, como essa jovem mulher divorciada chamada Julieta, convence a si mesma. A tarde é como outra qualquer: dois filhos menores bagunçando um apartamento pequeno. Eles pulam e gritam enquanto ela faz tentativas inúteis e desesperadas de se concentrar ao computador, e escrever o relatório de trabalho. Sentindo-se intensamente pressionada, Julieta tenta silenciar o conflito mas acha difícil sem um parceiro que a ajude. A situação muda inesperadamente quando o seu filho menor cai da cama e se machuca. Nessa história, de uma mãe suspeita de ferir o próprio filho, o filme investiga temas como maternidade, culpa , o papel de homens e mulheres , pais e mães ....
Por tu culpa é um filme capaz de fazer uma mulher pensar duas vezes sobre a maternidade.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Direitos e Oportunidades
quarta-feira, 16 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Eu Quero $er Rico! - Maurício Hissa

Hoje apresento à vocês o livro de Maurício "Bastter" Hissa, lançado pela editora Campus, Eu Quero $er Rico!. Há 8 anos o autor monitora um fórum de mercado, tendo tido contato com mais de 30 mil pessoas. Durante esse tempo ele percebeu as dificuldades que as pessoas enfrentam no caminho para o enriquecimento.
Esse não é um simples livro de auto-ajuda financeira. O autor propõe mudanças na maneira como nos relacionamos com o dinheiro, baseadas no bom-senso, ao invés de apresentar uma fórmula mágica da riqueza. Sem rodeios, ele nos mostra que geralmente a dificuldade está em executar as ações, e não em identificá-las. Como ele brinca: o problema está no “seromano”.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Caetano Veloso - It's a long way
A água com areia brinca na beira do mar
A água passa e a areia fica no lugar
A água passa e a areia fica no lugar
[...]
No Abaeté tem uma lagoa escura
Arrodeada de areia branca
Arrodeada de areia branca
It's long way compõe o albúm Transa de 1972, que é uma mescla de músicas compostas em português e inglês por Caetano. Uma clara adaptação ao período do exílio do cantor em Londres. O resultado são músicas doces, nostálgicas e dançantes. 'Música de Saudade' é como eu chamaria - uma fusão de falta do que foi, com alegria por ter sido. Do albúm, It's a long way é minha preferida porque é dançante e ao mesmo tempo tem um letra simples e forte.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Ray LaMontagne
Henry Miller
Sexo é uma das nove razões para a reencarnação, as outras oito não me interessam.
Quando você possuiu um livro com mente e espírito, você enriqueceu. Mas quando você o passa adiante, enriqueceu triplamente.
O verdadeiro líder não precisa conduzir, ele se satisfaz em indicar caminhos.
O destino de uma pessoa nunca é um lugar, mas uma nova maneira de ver as coisas.
terça-feira, 18 de março de 2014
Manoel de Barros
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Se a gente jogar uma pedra no vento
Ele nem olha para trás.
Se a gente atacar o vento com enxada
Ele nem sai sangue da bunda.
Ele não dói nada.
Vento não tem tripa.
Se a gente enfiar uma faca no vento
Ele nem faz ui.
A gente estudou no Colégio que vento
é o ar em movimento.
E que o ar em movimento é vento.
Eu quis uma vez implantar um costela
no vento.
A costela não parava nem.
Hoje eu tasquei uma pedra no organismo
do vento.
Depois me ensinaram que vento não tem
organismo.
Fiquei estudado.
O Muro
O menino contou que o muro da casa dele era da altura de duas andorinhas
(Havia um pomar do outro lado do muro.)
Mas o que intrigava mais a nossa atenção principal
Era a altura do muro
Que seria de duas andorinhas.
Depois o garoto explicou:
Se o muro tivesse dois metros de altura
qualquer ladrão pulava
Mas a altura de duas andorinhas nenhum ladrão pulava.
Isso era.
Creme
Sucuri pegou um bezerro
E deu um forte abraço nele.
Foi se enrolando se enrolando no corpo do bezerro
Foi apertando o abraço apertando
Até quebrar todo osso do bezerro
O bezerro virou parece um creme.
Eu estava perto.
Eu assisti.
O silêncio do bezerro nem mexia.
Depois a cobra engoliu o creme.
domingo, 16 de março de 2014
segunda-feira, 10 de março de 2014
Zine XXX: Catástrofe no Catarse
Uma pena que a realidade não superou as expectativas...
Esperava zines inquisidores, mordazes, politizados, ou ao menos engraçados e não encontrei nada além de um mi-mi-mi burguês individualista. Salvo alguns trabalhos, a maioria das histórias são sem pé-nem-cabeça, um mergulho profundo demais em almas interessantes de menos.
Em relação à técnica das meninas, não tenho nada a reclamar, a maioria dos desenhos são até bem originais. Mas o conteúdo é que deixou a desejar. Já que essa era uma oportunidade rara, achei que as meninas fossem aproveitar melhor, trabalhando o feminismo de maneira mais plural, ou apresentando o ponto de vista da mulher sobre assuntos diversos, apresentando questões que incomodam a todAs nós. Infelizmente, a maioria das histórias possui um viés muito individualista, auto-centrado, com crises típicas da classe média alta. O que não me surpreendeu nem um pouco após participar do evento de lançamento, dia 18/02, no Comuna em Botafogo. Disso falarei mais abaixo.
sábado, 8 de março de 2014
Fuck Music: Oh Yeah! ;) Porque você deveria ouvir!
Gente, tenho que admitir: eu sou apaixonada por fuck music. Se você não conhece o termo, a tradução literal seria algo como música pra f*der. E tem correlação com isso mesmo que você está pensando. Com certeza, você já ouviu alguma, mesmo que não tenha ligado o nome à coisa. Se você acha que não, toque (!) a lista ao lado, com certeza você vai reconhecer uma, e entender do que eu estou falando.
Fuck ou Sex music são boas por várias razões, primeiro porque tornam o sexo mais gostoso - é como uma pitada de tempero que deixa a comida mais gostosa - elas conferem uma áurea de poder e sensualidade ao ambiente, deixando as pessoas mais desinibidas. E até mesmo que não seja para transar - apenas para ouvir enquanto se pedala ou arruma-se a casa - elas te colocam em um clima sensual que por si só já é prazeroso. Afinal, sexo é vida. A simples menção ao sexo, já deixa qualquer um mais animado. Já foi comprovado que música faz bem à saúde. Então, fuck/sex music deve fazer em dobro!
Amo tudo que passeia pelas entrelinhas, pela subjetividade, pela criatividade de se fazer amado e amar.
Justamente o mais curioso, é que as melhores fuck music dessa lista aí não contém nem um pouco de sexo em suas letras. Geralmente se fala de corações partidos, desilusões amorosas, esperanças, declarações, até mesmo de um dia no parque, eventualmente uma ou outra tratam da coisa propriamente dita. A menção ao sexo fica mais na melodia. E isso só prova como o sexo e uma composição de coisas que acontecem muito antes do sexo em si. É o que poderíamos chamar de sensualidade. Claro, que essa playlist não agradará à gregos & troianos, porque cada um tem um estilo na cama e as músicas devem acompanhar isso, e não o contrário obviamente.
Esse prelúdio todo só para contar para vocês que estou apaixonada pela música abaixo já faz uns dias. Ela deliciou meus ouvidos na cama, na sala, numa rapidinha no trabalho, no balanço do ônibus e até na escada de incêndio. Não consigo enjoar! :P O danadinho que canta não é muito conhecido aqui no Brasil, mas já baixei o álbum dele The Lateness of the hour, e ele manda muito bem :) Com vocês: Alex Clare.
Segue a letra + tradução, para provar o que disse acima (nadinha de sexo na letra). Se fosse uma canção russa e eu não entendesse nada, com certeza teria apostado que era sexo puro. ha ha ha ha
I can do what I want, | Eu faço o que eu quero
I'm in complete control | Eu estou no comando
That's what I tell myself! | É isso que digo à mim mesmo
I got a mind of my own | Eu tenho a cabeça feita
I'll be alright alone | Ficarei bem sozinho
Don't need anybody else! | Eu não preciso de mais ninguém
I give myself a good talking to | Eu me dou um bom sermão
No more being a fool for you | Não serei mais feito de idiota por você
I remember how you made wanna surrender! | Eu me lembro, como você fez eu querer me render
[Chorus | Refrão :]
Damn your eyes! | Maldito sejam seus olhos!
They're taking my breath away | Por tirarem o meu ar
For making me wanna stay | Por me fazerem querer ficar
Damn your eyes | Maldito sejam seus olhos
For getting my hopes up high | Por me fazerem ter expectativas tão altas
Making me fall in love again! | Por fazer com que eu me apaixone de novo!
Damn your eyes! | Maldito sejam seus olhos!
Always the same, | Sempre a mesma
You say that you'll change | Diz que vai mudar
Somehow you never do! | De alguma forma você nunca muda
I believe all your lies | Eu acreditei em todas suas mentiras
The look in your eye | Aquela forma de olhar
You make it all seem true! | Você fez tudo parecer verdade
I guess I see what I wanna see, | Eu acho que vi, o que queria ver
Or is my heart just deceiving me | Ou foi o meu coração me enganando
With that look I know so well, | Com aquele olhar que conheço tão bem
I fall completely under your spell! | Cai completamente no seu feitiço
[Chorus:]
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Resenha: Jogos Vorazes - A Trilogia - Susanne Collins
Quem acompanha as resenhas do blog deve ter percebido que nunca resenhei um livro que seja best-seller. Raramente acompanho os lançamentos literários, já que prefiro perambular pelos sebos a procura de livros antigos. Então quando me interesso por algum, geralmente é porque ele foi adaptado para o cinema. E foi justamente isso que aconteceu dessa vez.
Quando adaptaram o primeiro livro da trilogia para o cinema o nome me chamou muita atenção: Jogos Vorazes. Lembro de ter visto um cartaz do filme, com uma menina empunhando um arco e flecha e pensado: “Nossa, uma menina como protagonista e portando um arco e flecha... que diferente! Ainda assim, não cheguei ir ao cinema para conferir. Só que um tempo depois acabei baixando o filme. E fiquei eletrizada. Logo depois assisti ao segundo filme (como podem notar descobri a Trilogia com anos de atraso). Mas ainda estava relutante em comprar os livros. Acho que nunca paguei por um livro que estivesse em tamanha evidência. Tenho realmente uma relutância imbecil ao que é popular.
E foi então que tive uma mãozinha do destino. Fui lesada pelo Submarino e como reparo ganhei um vale de R$ 60. Primeira coisa em que pensei foi em livros, mas na época o box da trilogia custava R$ 100. Eu podia completar o valor, mas não queria dar esse prazer para uma empresa que me lesou. Então esperei para vencer no cansaço. Em menos de um mês eles baixaram para R$70 . Por mais miserável que eu fosse, R$10 nunca matou ninguém.
Os três chegaram lá em casa dia 06/01. No dia 28/01 quando comecei à escrever essa resenha, após terminar as leituras, estava com saudades, um aperto no peito e uma boa dose de depressão pós-livro. Mas estou feliz, porque valeu muito a pena. Embora a qualidade da tradução seja mediana, e a revisão tenha realmente deixado a desejar com várias letras sobrando e faltando nas frases.
Vou então resumir o primeiro livro logo abaixo e depois descrever a quantidade de coisas que passaram pela minha cabeça durante o segundo e o terceiro livro. Para enfim, explicar o porquê da trilogia ter despertado minha atenção, rendendo inclusive uma resenha absurdamente grande aqui no blog.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Let's smash patriarchy!
Hey menina.
Vamos esmagar o patriarcado.
Maginá o Ryan Gosling querendo esmagar o patriarcado com as meninas? Tuuudo de bom :)
Nada melhor do que encontrar homens feministas pelo caminho... Se forem simpáticos, belos e educados é ainda melhor ;)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Ariana Mendonça: "Ao verme que primeiro roeu"
As entranhas roendo-se. Umas as outras: as paredes se grudam, encostam e separam. Rios de ácido escorrem de mim e por mim. E a vida flui. Volúvel e impassível.
Caminhos estranhos por onde a dor percorre. E se implanta e suplanta, um órgão em mim, um pedaço meu. Um ângulo de dor se forma: singelo e pungente. E toda paz se esvai, fico voltada para a dor, inerte e inquieta em minha cadeira, em minha poltrona, em minha cama.
A vida não para por mim. Ela não espera a dor passar. A dor é quem espera a vida decidir, se vai deixar ficar ou ir. Eu espero pelas duas.
Estou tentando mudar meus hábitos e algo está se modificando de dentro para fora. Penso mudar o que me torno enquanto tento relembrar quem fui. Mas a única que parece vencer nessa batalha é quem sou.
Só ela pode manobrar as ações que vibram em mim. Embora ela não pareça ligar muito para isso. As vezes ela apenas se senta e me olha, esperando que algo seja feito de mim. Por quem e como, nunca saberei.
Acho que é preciso um pouco mais de tempo para que a mente e o corpo, enfim se abracem. E se perdoem por não saber o que fazer de mim.
Ariana Mendonça
__________________
Esse texto é uma homenagem à Gastrite, Um amigo, e ao Brás Cubas, todos eles predecessores da mudança :)
"Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas" (1º prgfo de Memórias Póstumas de Brás Cubas do Machado de Assis)
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Dois lados da mesma moeda
Às vezes precisamos é de uma tarde vazia. Da completude do silêncio. Da pacífica letargia. De evoluir no nada, se espalhar pelas horas, sem fôlego sem razão, apenas se desfazer liquidamente no tempo até encontrar a paz no ócio. Se esvair em branco.
Do que a gente precisa é um pouco de humanidade
de um pouco de gentileza, para não se afogar no que nos tornamos. Uma pessoa que
se converte em ações rudes e inumanas. Uma pessoa que só pode ser resumida em
ações, porque não há voz, sentimentos ou palavras que a descrevam. Porque ela
virou pedra, ela virou pedra. Que segue rolando entre tantas outras pedras no
meio da cidade.
Nossa superioridade numérica nos fez burros e
diminutos. Não estávamos preparados para enfrentar isso. Nunca estivemos. Sermos
confrontados com a nossa estupidez e sorrir. E passar por cima: nossas rodas
rolando por cima de nossas cabeças, das cabeças alheias e sorrimos. Nós sorrimos
quando nos safamos. Nós choramos com a dor alheia. Nós não sabemos o que fazer.
De nós mesmos e com os outros. Fúteis e tolos. Belos e mortais.
Nós somos tantos em um só. E somente um, entre
tantos outros. Ficamos confusos. Ficamos sentimentais. Estamos buscando
ressarcimento pelas nossas perdas. Estamos buscando justificativa para nossos
medos e as encontramos em abundância. Mas ainda não é o suficiente. Não estamos
safisfeitos. Precisamos de algo mais para calar a voz. Para abafar o grito
interno. Para selar a paz entre nossa alma fatigada e nosso corpo fatigado: dois
lados da mesma moeda.
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