sábado, 16 de novembro de 2013
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Imortalidade - Charles Bukowski
Essa primorosa citação está na pág 127 do livro Pedaços de um caderno manchado de vinho, do autor Charles Bukowski. Editora: L&PM Pocket
domingo, 10 de novembro de 2013
La rabia en español - Ariana Mendonça
Por las calles y passeos
Pelean peatones y coches
Sea con derechos o deseos
de ocupar espacio en doble
A veces me siento como una campesina
Mirando admirada por la ventanaun pueblo ciego, pero que camina
con tanta prisa y sin ninguna gana
En esta lucha del tráfico
no sé quien es más burro
La rueda que lleva progreso
o el chico que consome sus muslos
¡Dale camiñar! ¡Dale la rabia!
Tanta prisa, ¿Y el pensar donde queda?
Yo creía que mi esperanza era sabia
Pero terminó bajo a las ruedas
10/11/2013, por Ariana
sábado, 9 de novembro de 2013
Garbage - Only happy when it rains - porque reclamar também é catarse!
Tá certo que (quase) ninguém curte estar na deprê, aquela vibe super ruim e negra que se abate sobre todo e qualquer ser humano em alguns momentos da vida. Ninguém gosta de sofrer desmesuradamente, nem de chorar, se descabelar e de celebrar a dor. Mas quem disse que não dá para sentir prazer na tristeza?
Só tenho a dizer uma coisa em nossa defesa: Não dá para evitar! Já está nos nossos genes. Quando meu dou conta, lá estou eu reclamando de algo. O lado bom, é que sempre encontro pelo meu caminho pessoas que são do tipo alto-astral e que acabam equilibrando a minha balança. E consequentemente, faço o mesmo por elas, já que (parafraseando o Frejat) "Rir de tudo é desespero". E dessa maneira, a gente segue, tentando não ser uma pessoa nem positiva, nem negativa, que é pra ver se atrai boas energias,
mesmo elas não gostando da gente, né? :)
Afinal, reclamar também é catarse! Então toca Garbage:
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
I'm only happy when it's complicated
Eu só fico feliz quando é complicado
Eu só fico feliz quando é complicado
And though I know you can't appreciate it
E embora eu saiba que você não consegue apreciar isso
E embora eu saiba que você não consegue apreciar isso
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
Eu só fico feliz quando chove
You know I love it when the news is bad
Você sabe que eu adoro quando as notícias são ruins
Why it feels so good to feel so sad
Porque é tão bom se sentir tão mal
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
Pour your misery down, pour your misery down on me
Derrame sua tristeza em mim, derrame sua tristeza em mim,
Pour your misery down, pour your misery down on me
Derrame sua tristeza em mim, derrame sua tristeza em mim,
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
Eu só fico feliz quando chove
I feel good when things are going wrong
Eu me sinto bem quando as coisas estão dando errado
Eu me sinto bem quando as coisas estão dando errado
I only listen to the sad, sad songs
Eu só ouço as tristes, as músicas tristes
Eu só ouço as tristes, as músicas tristes
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
Eu só fico feliz quando chove
I only smile in the dark
Eu só sorrio no escuro
Eu só sorrio no escuro
My only comfort is the night gone black
Meu único conforto é a noite escurecendo
Meu único conforto é a noite escurecendo
I didn't accidentally tell you that
Eu acidentalmente não te contei isso
Eu acidentalmente não te contei isso
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
Eu só fico feliz quando chove
You'll get the message by the time I'm through
Você vai entender o recado quando eu terminar
Você vai entender o recado quando eu terminar
When I complain about me and you
Quando eu reclamo de mim e você
Quando eu reclamo de mim e você
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
Eu só fico feliz quando chove
Pour your misery down (Pour your misery down)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down (Pour your misery down)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down (Pour your misery down)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery down on me (Pour your misery down)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
Pour your misery downDerrame sua tristeza
You can keep me company
Você pode me fazer companhia
As long as you don't care
Desde que você não ligue
I'm only happy when it rains
Eu só fico feliz quando chove
You wanna hear about my new obsession?
Você quer ouvir sobre a minha mais nova obsessão?
I'm riding high upon a deep depression
Eu estou curtindo uma depressão profunda
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)
Derrame sua tristeza (derrame sua tristeza)
I'm only happy when it rains (Pour some misery down on me)
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Ángela Vallvey
Nenhum deles era feliz. Demasiada solidão - ou frustração, ou informação, ou ressentimento, ou repressões ou medo - todos os tinham em graus distintos, paralisados e confusos ante a estranha intensidade que supõe
viver, a trágica imprecisão de um fato tão sensível e também tão extraordinário.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas – Maria José Silveira
Eu me atraso. Nos últimos dias ando sempre atrasada, correndo pelas ruas do Rio, tão
rápido que é de botar inveja em atleta. Naquele dia não era diferente até que, em frente à
estação da Carioca esse livro me golpeou bem nos olhos. Parei de chofre (mesmo sabendo
que não podia) admirei a capa, li seu verso, acendi um sorriso, abri, folheei, li a primeira
página e senti: que ele era meu. Já fazia parte de mim. Retirei uma simplória nota da carteira
e o levei comigo, para me acompanhar no metrô. Que vida bonita essa, que ainda é capaz de
nos trazer alegrias imprevisíveis e felicidade quase gratuita. Em pensar que levou apenas
cinco minutos para atingir essa sensação, que perduraria enquanto esse lindo livro estivesse apoiado
no meu colo, até o virar da última página.
A beleza do livro A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas consiste em reescrever uma
espécie de genealogia brasileira - a partir da história de mulheres que habitaram terras
tupiniquins desde os primórdios até os dias atuais – fazendo um retrato das mesclas
raciais, dos hábitos, costumes, das dificuldades e das riquezas que foram lentamente
compondo o que viria a se tornar o povo brasileiro. Tendo mulheres como fio condutor. Não são poucos os livros sobre
História do Brasil, mas raros são aqueles que utilizam o ponto de vista feminino para
contar o passado. A maioria emprega um olhar masculino - construindo uma visão
unilateral - apagando assim, um pedaço dos nossos hábitos, tradições e memória – como
se fosse possível um país se reproduzir e desenvolver sendo habitado apenas por homens.
![]() |
| Maria José Silveira - autora |
Que não a
minha surpresa e deleite ao deparar com uma narrativa que inclui a mulher como ser
ativo e construtor do passado histórico que é meu e seu. Enfim, de todos nós brasileiros,
que somos (perdoem o trocadilho) todos filhos-das-mães. Obviamente, que a história é ficcional - não estamos falando de nenhum livro didático de história aqui. O que, de nenhuma maneira o desqualifica, muito pelo contrário. Se nas escolas a história fosse ensinada utilizando um viés lúdico, acredito que nossa identificação seria maior, e consequentemente a assimilação do conteúdo seria melhor. A contextualização no aprendizado da história é importantíssimo, porque é necessário entender que o 'hoje' é uma continuação do 'ontem'. A história sempre se repete, reinventa e modifica e por isso é ela quem melhor pode nos ajudar a entender o presente.
há séculos em mim:
números, nomes, o lugar dos mundos
e o poder do sem fim.
Cecília Meireles, "Trânsito"

Às vezes é fácil esquecer que descendemos de uma mistura de índio, com português, holandês, espanhol, italiano, sueco, francês, africano etc. e tal. Quantas linhagens se cruzaram e separaram ao longo do tempo! Podemos ter antepassados comuns com pessoas com quem cruzamos nas ruas, no trabalho, no ônibus, na boate, na faculdade... E essa descendência só foi possível, porque existiram mulheres capazes de se embrenhar no mato, desbravar sertões, plantar, colher, criar gado, extrair ouro, vivendo em condições tão difíceis e árduas quanto a dos homens. Mulheres que foram capazes de se entregar ao amor. Mas que também foram escravizadas, exploradas, estupradas, assassinadas, e que ainda assim foram capazes de gestar, parir e cuidar de seus numerosos filhos. Esse é o banho de realidade que levamos com o livro de Maria Silveira.

Mas engana-se quem pensa que o livro trata sobre a maternidade como fim. Poderíamos
entendê-la nessa obra como o meio, um pano de fundo, um fio sobre o qual a autora
foi trançando a história das famílias brasileiras através dos tempos: desde a primeira
indiazinha Inaiá em 1500 até a moderna Maria Flor no ano 2000. É possível acompanhar Tebereté que engordou o holandês (pai da sua filha) só para servir de refeição ao seu ímpeto
caníbal, ou Filipa que foi escrava numa fazenda de cana e foi brutalmente assassinada, também Ana de Pádua menina interesseira mais inocente morreu sem nunca conquistar seu sonho, a namoradeira Açucena Brasília que se tornou patrimônio da vila onde morou e ainda Jacira Antônia mulher forte e decidida que criou gado
no Centro-Oeste e manteve a riqueza e equilíbrio da família após a morte precoce do esposo. Assim como fala a própria autora nas primeiras linha do livro:
Se é assim, que vocês querem, vamos contar a história das mulheres da família.
Mas vamos contar com calma.
O assunto é delicado, a família é complicada, e nem tudo foi beleza nesta história. Houve, claro, felicidades e amores, muitas lutas e conquistas, grandes realizações - afinal, elas ajudaram a construir quase do nada este país. Mas houve também loucas, assassinas, muitas desgraças e tristezas. Grandes dores. Muitas mesmo.
Com uma narrativa leve, bem humorada e cativante, Maria Silveira vai mesclando
imaginação com dados históricos o que faz do livro nem um tratado histórico nem uma
literatura completamente ficcional, mas uma mistura dos dois. Mais brasileiro impossível.
![]() |
| A fotografa Civone Medeiros retratou a força da mulher sertaneja. |
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Tentativa
Eu tentei no passado
Eu tentei ontem
Eu tentei obstinada e cegamente
Hoje não tento mais
Daqui para frente desisto
O que eu ganho desistindo?
Basicamente nada.
Que não o direito de dizer "não!" a maquinaria da vida.
O direito de parar o meu tempo
O direito de me calar.
O direito de ser surda.
O direito à preguiça.
O direito ao meu próprio corpo.
A liberdade em mim.
E essa é basicamente a única coisa,
que me interessa.
Eu tentei ontem
Eu tentei obstinada e cegamente
Hoje não tento mais
Daqui para frente desisto
O que eu ganho desistindo?
Basicamente nada.
Que não o direito de dizer "não!" a maquinaria da vida.
O direito de parar o meu tempo
O direito de me calar.
O direito de ser surda.
O direito à preguiça.
O direito ao meu próprio corpo.
A liberdade em mim.
E essa é basicamente a única coisa,
que me interessa.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
O lexical-poder de persuasão
"O orifício anular corrugado localizado na parte inferior lombar da região glútea de um individuo em alto grau etílico, deixa de estar em consonância com os ditames referentes aos inalienáveis direitos individuais de propriedade."
Obviamente que eu discordo do ditado: "c* de bêbado não tem dono", afinal jamais se deve abusar física ou verbalmente de outro individuo, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Brincadeiras (sem-graça) à parte, suscitei esse cartaz, para ilustrar como pode ser forte o poder de reforço/convencimento do léxico de nossa querida língua. A utilização de uma linguagem extremamente formal, pode muitas vezes mascarar a verdadeira natureza do discurso, promovendo um processo de "embelezamento" e seriedade - que nem sempre existe. Na fala coloquial é o que poderíamos chamar de "falar bonito", "floreio" ou "enchimento de linguiça". Essa técnica costuma ser muito utilizada pelos políticos em suas campanhas, se aproveitando da escassa educação do povo ou da simples falta de familiaridade que temos com esse tipo de linguagem. Dessa forma, eles enchem com beleza lexical um discurso vazio de ideologias - ludibriando seus eleitores em época de eleição.
O léxico pode ser compreendido como o acervo de palavras de uma determinada língua e o vocabulário como a seleção e emprego pessoal que se faz desse léxico. Os usuários da língua tem a sua disposição, portanto um conjunto de palavras para efetivar o processo comunicativo. E pode-se dizer que quanto maior é o seu vocabulário, maior será a sua desenvoltura lexical e consequentemente a sua capacidade de expressão - e porque não de persuasão?
Não quero dizer com isso que é errado ou desonesto utilizar um bom português. A nossa língua é de uma riqueza e beleza imensas, que devem ser aproveitadas. O português formal deve ser bem ensinado e aprendido nas escolas e ainda que não o utilizemos no dia-a-dia - isso não retira a sua importância. O que intentei demonstrar com esse texto, é que nem sempre a linguagem formal é honesta, e nem sempre quem fala "bonito" é por isso mais inteligente ou mais capaz. Já vi transbordar sabedoria de bocas que mal saberiam soletrar uma palavra ou compor um texto conciso. E mais tristemente, já vi brotar muita falácia, hipocrisia e preconceito, de mentes mestradas, doutoradas e pós-doutoradas.
Isso existe porque existe a linguagem e educação formais, que são fundamentadas em regras e preceitos para seu correto aproveitamento. Mas existe também a linguagem coloquial e educação informal. Essas duas últimas, dificilmente podem ser ensinadas na escola, seu aprendizado é diário, cotidiano, e suas lições acabam sendo tão ou mais valiosas que as da primeira. Pois, ao contrário, a sua evolução não depende de recursos monetários, mas apenas de interesse, observação e vontade de aprender.
Portanto, lembrem-se bem: nem sempre aquele que se expressa melhor, se expressa com mais verdade. E se vocês virem alguém tentando lhes convencer ou vender algo utilizando uma linguagem rebuscada, desconfiem, estejam conscientes do lexical-poder de persuasão!
Obviamente que eu discordo do ditado: "c* de bêbado não tem dono", afinal jamais se deve abusar física ou verbalmente de outro individuo, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade. Brincadeiras (sem-graça) à parte, suscitei esse cartaz, para ilustrar como pode ser forte o poder de reforço/convencimento do léxico de nossa querida língua. A utilização de uma linguagem extremamente formal, pode muitas vezes mascarar a verdadeira natureza do discurso, promovendo um processo de "embelezamento" e seriedade - que nem sempre existe. Na fala coloquial é o que poderíamos chamar de "falar bonito", "floreio" ou "enchimento de linguiça". Essa técnica costuma ser muito utilizada pelos políticos em suas campanhas, se aproveitando da escassa educação do povo ou da simples falta de familiaridade que temos com esse tipo de linguagem. Dessa forma, eles enchem com beleza lexical um discurso vazio de ideologias - ludibriando seus eleitores em época de eleição.
O léxico pode ser compreendido como o acervo de palavras de uma determinada língua e o vocabulário como a seleção e emprego pessoal que se faz desse léxico. Os usuários da língua tem a sua disposição, portanto um conjunto de palavras para efetivar o processo comunicativo. E pode-se dizer que quanto maior é o seu vocabulário, maior será a sua desenvoltura lexical e consequentemente a sua capacidade de expressão - e porque não de persuasão?
Não quero dizer com isso que é errado ou desonesto utilizar um bom português. A nossa língua é de uma riqueza e beleza imensas, que devem ser aproveitadas. O português formal deve ser bem ensinado e aprendido nas escolas e ainda que não o utilizemos no dia-a-dia - isso não retira a sua importância. O que intentei demonstrar com esse texto, é que nem sempre a linguagem formal é honesta, e nem sempre quem fala "bonito" é por isso mais inteligente ou mais capaz. Já vi transbordar sabedoria de bocas que mal saberiam soletrar uma palavra ou compor um texto conciso. E mais tristemente, já vi brotar muita falácia, hipocrisia e preconceito, de mentes mestradas, doutoradas e pós-doutoradas.
Isso existe porque existe a linguagem e educação formais, que são fundamentadas em regras e preceitos para seu correto aproveitamento. Mas existe também a linguagem coloquial e educação informal. Essas duas últimas, dificilmente podem ser ensinadas na escola, seu aprendizado é diário, cotidiano, e suas lições acabam sendo tão ou mais valiosas que as da primeira. Pois, ao contrário, a sua evolução não depende de recursos monetários, mas apenas de interesse, observação e vontade de aprender.
Portanto, lembrem-se bem: nem sempre aquele que se expressa melhor, se expressa com mais verdade. E se vocês virem alguém tentando lhes convencer ou vender algo utilizando uma linguagem rebuscada, desconfiem, estejam conscientes do lexical-poder de persuasão!
domingo, 16 de junho de 2013
[DOCUMENTÁRIO] - Clitóris, prazer proibido
Não é um pouco surpreendente que até hoje não tenha sido dada a devida atenção ao clitóris? Ainda que ele seja o único órgão dos seres humanos que tem como destinação exclusiva servir ao prazer das mulheres? "Enquanto ao pênis, com seu papel de servir a dois senhores como canal condutor de urina e de sêmen, falta o refinamento da especialização." ¹ possuindo apenas 4 mil terminações nervosas, enquanto o clitóris possui o dobro disso?
E ainda tem homem que desconhece esse tesouro feminino! Só tenho a dizer aos que desconhecem onde fica e como funciona o clitóris, que descubram. E que façam suas mulheres muito mais felizes e realizadas, o que por consequência também fará com que eles tenham um retorno melhor na sua relação sexual. Afinal, nada como dar e receber prazer de quem se gosta.
Então, como ajuda aos homens e como esclarecimento as mulheres, segue esse vídeo que é super interessante e esclarecedor.
¹ SILVEIRA, M. J - A mãe da mãe da sua mãe e suas filhas. Ed. Globo. pg. 357
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
A Mulher do Jornal
Porque MULHER é um tópico ou caderno a parte nos jornais, como se as mulheres
fossem incapazes de ler um jornal inteiro? E porque os temas desses cadernos
são sempre: dieta, beleza, maquiagem, horóscopo, moda e sexo? Parece que ainda estamos nos
anos 1950! Talvez ainda precisemos da Simone de
Beauvoir reforçando que a mulher não é só casa e bebês no seu “O Segundo Sexo”.
E as pessoas diriam: “Mas qual o problema de um caderno especial para as mulheres? Isso não demonstra o quão elas são importantes?” E eu digo NÃO! Por
uma razão muito simples: porque não existe um caderno equivalente escrito
HOMEM. Percebe-se que não existe um tratamento igualitário, apenas uma dupla moral. Para os homens existe o caderno de Esportes, existe o caderno de Automóveis. Ou seja, é
como se os assuntos que interessam aos homens fossem sérios o suficiente para
serem tratados em cadernos à parte com matérias inteiras e completas. Enquanto
o dito caderno da mulher é um miscelânea condensada do que supostamente "deve interessar a mulher”, uma coluna à esquerda com o resumo das novelas, um artigo explicando
como disciplinar os filhos à direita, o cantinho do horóscopo e uma página inteira com as tendências de
moda, tudo permeado com propagandas mostrando fotos de lindas mulheres vendendo bolsas, sapatos, roupas e maquiagem. Porque a única coisa que pode interessar de verdade as mulheres é ficar linda e comprar (de preferência utilizando o cartão de crédito do marido) não é mesmo, publicitários?
Isso tudo me tira do sério! Porque ao menos não tem um artigo falando
sobre Economia ou a situação climática nesses cadernos? Porque a mensagem subliminar nos diz:”
Esse é o mundo dos homens, mulheres não precisam saber disso porque elas são
bobas e frágeis e não farão nada de útil com essa informação!”
Isso tudo me tira do sério! Porque ao menos não tem um artigo falando
sobre Economia ou a situação climática nesses cadernos? Porque a mensagem subliminar nos diz:”
Esse é o mundo dos homens, mulheres não precisam saber disso porque elas são
bobas e frágeis e não farão nada de útil com essa informação!”domingo, 26 de maio de 2013
sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Como ser Mulher - Caitlin Moran
Divertido. Essa é a melhor
palavra para resumir o livro COMO SER MULHER da Caitlin Moran. Sério, ele me
rendeu várias gargalhadas explosivas no ônibus, no restaurante, no bar e até no
hospital (no finalzinho da leitura peguei dengue). Foi como fazer amor com um
palhaço, digamos assim.
Tudo bem que o livro começa
a perder força no final – talvez porque aborde aspectos mais complexos, como o
aborto e cirurgias plásticas - mas no geral ele se sai muito bem. O que ajuda
muito é que a Catlin é desbocada e honesta. Eu não encontrei nenhum livro tão
biográfico, sincero e recheado de palavrões desde o Bukowski (mas longe de mim
querer comparar). Mesmo assim, admito que muita gente não se sentirá
confortável com esse tipo de escrita - porque ela é um tanto crua. Não há espaço para
interpretação ou imaginação porque já está tudo ali: claramente escrito e
descrito nas despreocupadas palavras de Caitlin.
O mais engraçado é que o
estilo de escrita dela é bem parecido com o meu. Certas horas me peguei
pensando: “Quem roubou meu caderno de anotações?” Mas como era de se esperar a explicação
já estava pronta bem no início, pois o livro começa assim:
Wolverhampton, 5 de
abril de 1988
Aqui estou eu, no meu
aniversário de treze anos. Correndo dos Deliquentes.
“Moleque!”
“Esquisita!”
“Moleque!”
Corro dos Delinqüentes
no playground perto de casa. É um playground típico do final da década de
oitenta na Inglaterra. Nada de superfícies seguras, design ergonômico, ripas de
madeira nos bancos. Tudo é feito de concreto, garrafas de cerveja quebradas e ervas
daninhas.
A Caitlin nasceu no mesmo
dia que eu. Arianas escrevem assim, exatamente como falam e sem premeditar
nada, sem deixar muito espaço para a imaginação do leitor, a gente não dá volta
com as palavras: põe logo tudo no papel da maneira que vier, e goste quem
gostar.
Bem, para fazer os meus
apontamentos vamos primeiro ao que diz a orelha do livro:
Nesta
mistura de livro de memórias e manifesto feminista, todas podemos reconhecer
coisas que fizemos, pensamos e dissemos – mas nunca de maneira tão eloqüente
quanto Caitlin Moran faz aqui. Best-seller absoluto na Inglaterra, COMO SER
MULHER é leitura obrigatória não apenas para o suposto sexo frágil, mas para
todos os maridos, namorados, irmãos pais, tios, amigos e colegas de trabalho que
gostariam de entender um pouquinho melhor o que realmente se passa na cabeça
das mulheres
Eu não sei quem são as
pessoas responsáveis por escrever essas apresentações. Não sei se elas são
pessoas altamente desqualificadas ou apenas detestam ler livros. Porque bem,
nunca vi um resumo menos condizente com o conteúdo. E vamos aos porquês:
1) Pra
começar esse livro não é um “manifesto feminista”. Até a própria capa diz
manifesto “feminino” e não “feminista”.
Esse livro é como o grito de “Ei, sou mulher e posso me expressar como quiser, pra quem eu quiser, falando sobre coisas de mulher!”. Obviamente, que a Catlin é feminista, e se declara abertamente assim, mas esse livro não é didático ou empoderador para o feminismo, apenas para o feminino. Explico: O feminismo é uma luta, é a busca por igualdade entre os sexos. No dia que não precisarmos mais lutar por isso, o feminismo morrerá (nenhuma feminista ficará triste). No entanto, esse livro é valioso para o feminino, pois trata de questões que concernem a toda mulher, mas que não são discutidas ou levadas a sério, e sim tratadas como “triviais”, “assunto de mulherzinha”. Um bom exemplo, é que enquanto o futebol (a brincadeira Nº1 dos rapazes) é tratado como “paixão nacional” é quase um crime mencionar a palavra “menstruação” em voz alta – o que é um aspecto biológico de 52% da população. Aliais vocês já racionalizaram sobre aqueles saquinhos que tem no banheiro para despejarmos nossos absorventes? Esses dias me peguei pensando porque nós meninas somos ensinadas desde novinhas a enrolar nossos absorventes em quantidades astronômicas de papel para que eles não apareçam na lixeira, para que portanto nossos pais e/ou irmãos não tenham que se deparar com o horror do sangue menstrual. Bem, obviamente que a visão de sangue não é agradável, mas quando alguém se machuca ninguém enrola o algodão ensangüentado antes de jogar na lixeira. Ou seja, o problema é o sangue mens-tru-al à mostra. Por isso o livro da Caitlin é empoderador para o feminino, pois precisamos começar a enxergar as tais “coisas de mulher” de modo mais simples e normal. Precisamos poder falar sobre isso sem reservas ou vergonha .
Esse livro é como o grito de “Ei, sou mulher e posso me expressar como quiser, pra quem eu quiser, falando sobre coisas de mulher!”. Obviamente, que a Catlin é feminista, e se declara abertamente assim, mas esse livro não é didático ou empoderador para o feminismo, apenas para o feminino. Explico: O feminismo é uma luta, é a busca por igualdade entre os sexos. No dia que não precisarmos mais lutar por isso, o feminismo morrerá (nenhuma feminista ficará triste). No entanto, esse livro é valioso para o feminino, pois trata de questões que concernem a toda mulher, mas que não são discutidas ou levadas a sério, e sim tratadas como “triviais”, “assunto de mulherzinha”. Um bom exemplo, é que enquanto o futebol (a brincadeira Nº1 dos rapazes) é tratado como “paixão nacional” é quase um crime mencionar a palavra “menstruação” em voz alta – o que é um aspecto biológico de 52% da população. Aliais vocês já racionalizaram sobre aqueles saquinhos que tem no banheiro para despejarmos nossos absorventes? Esses dias me peguei pensando porque nós meninas somos ensinadas desde novinhas a enrolar nossos absorventes em quantidades astronômicas de papel para que eles não apareçam na lixeira, para que portanto nossos pais e/ou irmãos não tenham que se deparar com o horror do sangue menstrual. Bem, obviamente que a visão de sangue não é agradável, mas quando alguém se machuca ninguém enrola o algodão ensangüentado antes de jogar na lixeira. Ou seja, o problema é o sangue mens-tru-al à mostra. Por isso o livro da Caitlin é empoderador para o feminino, pois precisamos começar a enxergar as tais “coisas de mulher” de modo mais simples e normal. Precisamos poder falar sobre isso sem reservas ou vergonha .
2) "COMO SER MULHER é leitura obrigatória
não apenas para o suposto sexo frágil” – é
uma péssima frase para ser empregada no resumo desse livro. Por causa de todo o contexto
que impregna a obra do começo ao fim, simplesmente não cabe utilizar uma
expressão tão batida e pejorativa para se referir as mulheres (mesmo com a
palavra “suposto” na frente), eles poderiam simplesmente ter escrito “mulheres”
ou “meninas”. Ou seja, eu duvido que quem escreveu isso leu o livro. Ou se leu, não pegou bem o espírito da coisa!
3) Não acho que esse livro seja leitura
obrigatória para os homens. Aliais, não vejo porque qualquer homem deveria
lê-lo. A maior parte da graça dele consiste em ser escrito por uma mulher para
outras mulheres. As piadas tem graça porque eu ENTENDO o que ela está dizendo,
eu COMPARTILHO os sentimentos. Como eu disse, o livro é empoderador para o
feminino, não para o masculino. Penso, que se no momento atual um homem comum
lesse esse livro, não conseguiria atingir o espírito da coisa. Seria como uma
menina ler sobre “ejaculação precoce”, “minha paixão pelos esportes” ou “o
nascimento do meu bigode”. Até pode ser legal para matar a curiosidade sobre
como é se transformar em homem, mas definitivamente não despertará um
sentimento de solidariedade. Não que os homens não devam ler se quiserem, acho
que talvez eles compreendam muitos dos nossos dilemas, mas daí a dizer que é
“leitura obrigatória” já força a barra. Aliais,
NENHUM livro é leitura obrigatória para ninguém.
Bem, não há muito mais o
que resenhar. Então eu apresento a vocês os capítulos do livro. Em cada um
deles Caitlin faz uma descrição bem humorada e leve das suas experiências e
impressões sobre como é se tornar mulher. Enfim, vale lembrar que o livro não é um manual ou
resumo, afinal: cada mulher é um ser humano único e
inigualável. Assim como os homens também são!
Prólogo – O pior aniversário de todos os tempos
01. Começo a sangrar!
02. Fico peluda!
01. Começo a sangrar!
02. Fico peluda!
03. Não sei como chamar
meus seios!
04. Sou feminista!
05. Preciso de um sutiã!
06. Sou gorda!
07. Descubro o machismo!
08. Estou apaixonada!
09. Vou a um clube de
striptease!
10. Eu me caso!
11. Entro na moda!
12. Por que ter filhos
13. Por que não ter filhos
14. Modelos de
comportamento e o que fazer com eles
15. Aborto
16. Intervenção
16. Intervenção
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